POR – ONU / NEO MONDO
Mumbai à noite. Índia quer melhorar eficiência no consumo de energia para iluminação urbana e doméstica. Foto: Flickr (CC)/Ville Hyvönen
A Índia é o terceiro maior emissor de gases do efeito estufa, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Um dos grandes vilões no país é a matriz energética pouco sustentável e ainda muito dependente do carvão. Cerca de 70% das emissões da nação vem do setor de energia. Mas o gigante do Sul asiático tem empreendido esforços para reduzir sua pegada de carbono. Uma das frentes de atuação é o investimento em eficiência elétrica — o país quer ser o primeiro no mundo a suprir todas as suas necessidades de iluminação com o uso de LEDs.
Para ajudar a Índia a alcançar essa meta, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e parceiros desenvolvem a iniciativa Criando e Mantendo Mercados para a Eficiência em Energia, um projeto para avançar a pauta da sustentabilidade e fomentar inovações tecnológicas no setor de iluminação. O uso de LEDs pode reduzir de 50 a 70% o consumo de energia elétrica, na comparação com outras tecnologias.
O programa apoia a empresa público-privada Energy Efficiency Services Ltd, buscando expandir o mercado dos produtos de LED para iluminação urbana e doméstica. A parceria também fornece assistência técnica, auxiliando a companhia na criação e testagem de novos aparelhos e sistemas.
O crescimento do setor da corporação voltado para o LED deverá evitar, até 2022, a liberação do equivalente a mais de 7,5 milhões de toneladas de emissões de gás carbônico. O projeto da ONU Meio Ambiente é apoiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
“Parcerias globais como essa acelerarão nossos esforços em mitigar as mudanças climáticas e dar a esperança de um futuro melhor para as próximas gerações”, afirmou o diretor da companhia, Saurabh Kumar.
A parceria com a ONU Meio Ambiente apoiará a Energy Efficiency Services Ltd a projetar ventiladores de teto energeticamente eficientes; sistemas elétricos que combinam geração de energia e usam o calor advindo da produção para alimentar outras máquinas, como aparelhos de refrigeração; e redes “inteligentes” de eletricidade, com capacidade de prever e controlar o volume consumido, além de gerenciar quedas de energia e detectar roubos.
“Todas essas tecnologias e modelos de negócios são novos, ainda não foram testados na Índia”, acrescenta Kumar. “Os subsídios do GEF serão usados para abrir esses mercados.”