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Sempre há esperança no combate às mudanças climáticas
[/vc_column_text][vc_empty_space height=”10px”][vc_separator color=”custom” border_width=”3″ accent_color=”#006e39″][vc_empty_space height=”10px”][vc_column_text]POR – ELENI LOPES, COALIZÃO VERDE (1 PAPO RETO, CENÁRIO AGRO E NEO MONDO)[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]A divulgação dos últimos relatórios do IPCC traz perspectivas desanimadoras, mas a ciência continua empenhada em reverter os impactos e o avanço do aquecimento climático. NEO MONDO destaca duas novas pesquisas que mostram que a esperança e a luta não vão morrer
Um novo relatório do European Commission Joint Research Centre (Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia) indica soluções baratas e lucrativas para reduzir as emissões de metano nos setores de energia, resíduos, águas residuais e agricultura. Como? Pela adoção de uma série de medidas simples, que podem ser fomentadas por políticas públicas.
O metano (CH4) é o principal ingrediente do gás natural. É o segundo gás de efeito estufa (GEE) mais importante depois do dióxido de carbono (CO2) e também leva à formação de outro GEE, o ozônio.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=”12440″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Desde a era pré-industrial, as concentrações de metano na atmosfera mais do que duplicaram. E depois de um período de estagnação, voltaram a crescer. No entanto, de acordo com o European Commission Joint Research Centre, existem opções acessíveis – e que ainda podem gerar receita – para reduzir as emissões de metano num período de tempo relativamente curto.
“Cerca de 60% das emissões globais de metano são provenientes da agricultura, aterros sanitários e produção e transporte de combustíveis fósseis. A segmentação desses três setores pode reduzir significativamente as emissões globais de metano e as concentrações globais de ozônio”, afirma Rita Van Dingenen, pesquisadora do centro europeu.
O relatório aponta que as reduções de emissões de metano podem ser obtidas por cinco diferentes frentes de atuação:
• Combustíveis fósseis – buscar esforços para reduzir o consumo de energia, substituir os combustíveis fósseis, modernizar a produção de gás e petróleo e a infraestrutura de distribuição de gás para reduzir o vazamento não intencional.
• Aterros sanitários – impor a máxima separação e tratamento de resíduos, além de desestimular o uso de aterros para resíduos biodegradáveis.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=”12441″ img_size=”full” alignment=”center”][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]• Saneamento básico – melhorar os padrões sanitários nos países em desenvolvimento e implementar padrões ocidentais para o saneamento de águas residuais.
• Agricultura – seguir as recomendações da FAO para melhorar a saúde animal e a eficiência da produção de leite e carne. A fermentação entérica de ruminantes – uma fonte importante de CH4 – também pode ser reduzida, por exemplo, através do ajuste das dietas e vacinação dos animais.
• Alimentação – mudança de hábitos alimentares, reduzindo o consumo de carne e laticínios, o que também traria benefícios adicionais à saúde.
Atualmente, a União Europeia lidera os esforços mundiais para combater as alterações climáticas e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. O bloco está preparado para cumprir sua meta de 2020 de reduzir as emissões de GEE em pelo menos 20% em relação a 1990 – e elevou essa meta para pelo menos 40% até 2030.
No entanto, a contribuição da Europa para as emissões globais de CH4 é atualmente de apenas 6%. Reduzir as emissões de metano na Europa não é suficiente para fazer a diferença.Por isso, a cooperação global para reduzir as emissões de metano é essencial.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=”12442″ img_size=”full” alignment=”center”][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]O óxido nitroso é responsável por aproximadamente 10% de todos os gases do efeito estufa. Apesar da aparente pequena participação, ele tem cerca de 300 vezes o potencial de aquecimento do dióxido de carbono, além de permanecer na atmosfera por cerca de 120 anos. O seu nível na atmosfera aumentou com o crescimento populacional, uma vez que é gerado principalmente pela biodegradação por microorganismos de fertilizantes sintéticos à base de nitratos em solos agrícolas. Por isso, toda e qualquer medida para minimizá-lo é uma importante ferramenta no combate às mudanças climáticas.
Uma nova pesquisa conduzida pelas Universidade de East Anglia (UEA) e Universidade Norueguesa de Ciências da Vida revelou que algumas bactérias do solo podem consumir óxido nitroso quando são privadas de oxigênio. O estudo foi publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências (PNAS).
Para os autores, uso de bactérias como “sumidouros” para remover o óxido nitroso da atmosfera têm implicações importantes para o controle de emissões. “Apesar de os esforços para lidar com as emissões de dióxido de carbono, o óxido nitroso está emergindo como uma preocupação global urgente e requer que pesquisadores se unam para evitar a próxima onda de clima”, afirma o pesquisador Dr. Andrew Gates, da Escola de Ciências Biológicas da UEA.
[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_single_image image=”12443″ img_size=”full” alignment=”center”][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row]