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POR – CENTRAL PRESS / NEO MONDO
Projeto “Internacionalizar é preciso”, da Universidade Positivo, capacita gratuitamente pequenas empresas para importação e exportação
Pensando nas empresas que tiveram o faturamento afetado pela crise gerada pela pandemia da Covid-19, professores e acadêmicos da Universidade Positivo (UP) criaram o projeto “Internacionalizar é preciso”, para capacitar pequenas empresas a abrirem o processo de internacionalização. A iniciativa é do curso de Comércio Exterior e faz parte da ação “Supera Covid-19”, realizada pela Escola de Negócios da UP, com diversos projetos que visam a colaborar com a comunidade.
Toda a consultoria é online e gratuita, conduzida pelos alunos do curso, supervisionados por professores das áreas de negócios internacionais, economia, logística e gestão de operações. Os interessados devem se inscrever pelo link https://universidade.up.edu.br/noticias/internacionalizar-e-preciso-o-comercio-exterior-alavancando-seus-negocios/. As vagas são limitadas e a seleção dos participantes leva em consideração a situação das empresas.
“Pretendemos ajudar as empresas que nunca pensaram na possibilidade de internacionalizar, ou seja, exportar ou importar, seja porque não têm pessoal para levar adiante ou porque não visualizaram essa possibilidade. Mas o objetivo central é ser solidário nesse momento de crise e ajudar todas essas pessoas a passarem por isso”, afirma o coordenador do projeto, o professor do curso de Comércio Exterior e Relações Internacionais da Universidade Positivo e coordenador do projeto, João Alfredo Lopes Nyegray.
Cenário
Para Nyegray, algumas áreas podem estar em alta para exportação, como a da saúde, por se tratar de uma necessidade urgente e imediata. “Mas é possível perceber demanda por produtos brasileiros no exterior que não apenas as commodities, como soja e açúcar, mas itens de vestuário, cosméticos e produtos químicos”, revela.
De acordo com ele, a internacionalização nesse momento reduz a dependência das empresas de um só mercado. “Com isso, as fontes de receita são diversificadas. Além disso, as empresas internacionalizadas têm mais sinergia com parceiros estrangeiros e, por entrarem em contato com consumidores de diferentes hábitos e costumes, tendem a inovar mais”, ressalta. Nyegray pontua, no entanto, que internacionalizar é um processo que envolve treinar pessoas, buscar clientes e efetuar alterações societárias, por isso, é preciso estar disposto a dar esse passo.