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POR – INPE (INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS) / NEO MONDO
Um consórcio internacional de cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN) e das Universidades Britânicas de Bristol, Cardiff e Exeter publicaram na semana passada um novo estudo na revista Nature Communications
Os autores concluíram que o Brasil possui um grande potencial para mitigar as emissões de carbono atmosférico do país por meio do crescimento das florestas secundárias na Amazônia Brasileira, contudo esta solução baseada na natureza pode ser ameaçada pelas mudanças climáticas e por distúrbios florestais associados a atividades humanas na região.
O estudo intitulado “Large carbon sink potential of secondary forests in the Brazilian Amazon to mitigate climate change” liderado pela pesquisadora Viola Heinrich – doutoranda da Universidade de Bristol, foi resultado de seu intercâmbio acadêmico de seis meses no INPE.
A visita científica à Divisão de Observação da Terra e Geoinformática foi supervisionada pelo pesquisador e chefe da divisão Luiz Aragão. A realização da pesquisa contou com a colaboração dos pesquisadores doutorandos do curso de Sensoriamento Remoto e pós-doutorandos do laboratório TREES, incluindo Ricardo Dalagnol, Henrique L. G. Cassol, Catherine Torres de Almeida, Celso H. L. Silva Junior, e Wesley A. Campanharo.
Este estudo consolida o domínio de técnicas para a análise de grandes bases de dados de satélites de observação da Terra para modelar e avaliar os efeitos de fatores climáticas, ambientais e humanos na capacidade de crescimento e consequente absorção de carbono atmosférico pelas florestas secundárias.
Este conhecimento é crítico para uma avaliação em larga escala do potencial de mitigação das mudanças climáticas e sua aplicação no contexto da gestão ambiental nacional. O estudo se insere no contexto da “Década da Restauração dos Ecossistemas” declarada pelas Nações Unidas em resposta às emergências climáticas e ecológicas.
Veja o estudo completo no link do artigo: https://www.nature.com/articles/s41467-021-22050-1