National Geographic divulgou estudo dizendo ter encontrado uma série de poluentes descartados pelo homem ‘interagindo’ com a vida local na Fossa das Marianas que fica nas fronteiras entre as placas tectônicas do Pacífico e das Filipinas. Com mais de 11 mil metros de profundidade, o local é conhecido por ser o ponto mais profundo dos oceanos – Foto: RANDY OLSON, NATIONAL GEOGRAPHIC
POR – REDAÇÃO NEO MONDO
Para marcar o Dia Internacional Sem Sacos Plásticos (3 de julho), a National Geographic e a Unplastify trazem quatro dados sobre este material e como seu uso afeta o meio ambiente
Para marcar o Dia Internacional sem Sacos Plásticos, a National Geographic e a Unplastify convidam todos a se conscientizarem sobre a importância de evitar os plásticos de uso único, como as sacolas de plástico, e iniciando uma mudança de hábito com informações que nos inspiram a agir.
“É importante refletirmos sobre nossa relação com o plástico a cada dia e ampliarmos a diferença que podemos fazer reduzindo nosso consumo, desde evitar embalagens plásticas até ir às compras com sacola de pano. Podemos fazer uma diferença positiva agindo pelo planeta a partir de nossas atividades diárias ”, afirma Agustina Besada, National Geographic Explorer e cofundadora da Unplastify, uma empresa social que tem como missão mudar a relação humana com o plástico.
- As sacolas plásticas, entre outros objetos plásticos de uso único, são uma ameaça para os animais. As centenas de milhões de quilos de plástico descartados a cada ano se tornam uma ameaça para os animais: desde o zooplâncton até bichos enormes como as baleias, que, como outras espécies de peixes, comem plástico por confundi-lo com alimento. Outras criaturas, como os caranguejos e as aves, usam o plástico para construir suas casas, pois é um material fácil de encontrar. E é comum que focas tartarugas fiquem presas nas “redes fantasmas” de plástico.
- As sacolas plásticas levam entre 20 e 55 anos para se decompor. Os materiais plásticos não desaparecem. O tempo que um plástico leva para se decompor depende das condições ambientais e pode ser de centenas de anos. Para mudar o hábito de usar plástico, é fundamental entender que este material se acumula no meio ambiente e as pessoas acabam consumindo plástico por diferentes vias. Podemos ingerir plástico ao comer peixes e alimentos que vêm do mar, respirar partículas que ficam no ar ou ingerir partes que ficam das embalagens em alimentos, só para citar alguns exemplos.
- Estima-se que sejam produzidas entre 4 e 5 bilhões de sacolas plásticas por ano. Em 2002, o Worldwatch Institute já estimava esse dado de que a cada ano cerca de 4 a 5 bilhões de sacolas plásticas eram produzidas no mundo (ONU, 2018). Esse número de 5 bilhões equivale a 10 milhões de sacolinhas por minuto. Se amarrássemos as pontas de todas, poderíamos dar a volta ao mundo 7 vezes por hora.
- Uma sacola plástica foi encontrada no ponto mais profundo do oceano. A quase 11.000 metros de profundidade, no Oceano Pacífico, fica Fossa das Marianas, considerada o ponto de maior profundidade do oceano. Um estudo revelou que uma sacola plástica é o resíduo encontrado na maior profundidade até hoje. De todos os resíduos classificáveis registrados nessa base de dados, o que aparece em maior quantidade é o plástico e as sacolas são a maior fonte de resíduos deste material.
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