Por do sol na Amazônia – Foto: Todd Southgate
POR – REDAÇÃO NEO MONDO
De acordo com publicação recém-lançada pela ONG Agenda Pública, desequilíbrio na região é o responsável pelo atual cenário preocupante
A data de 5 de setembro comemora o Dia da Amazônia. E ao mesmo tempo que organizações do terceiro setor e alguns governos buscam apostar em iniciativas inovadoras para desenvolver a região da Amazônia, modelos antiquados, problemas de governança e capacidades institucionais frágeis nos municípios tem resultado em destruição ambiental e em desigualdades sociais. É o que aponta o relatório “Parâmetros e Ações Estratégicas para o Desenvolvimento Territorial Sustentável da Região Amazônica”, publicação recém-lançada pela ONG Agenda Pública. A organização é responsável pela plataforma Transição Justa que apoia governos locais, agentes econômicos e trabalhadores na construção de políticas públicas de desenvolvimento econômico para a transição ecológica.
“Há um descompasso existente entre as iniciativas locais inovadoras que buscam promover a sustentabilidade e a inclusão na Amazônia e o padrão predominante de desenvolvimento que resulta em destruição ambiental e desigualdades sociais. Esse desequilíbrio tem levado a um cenário preocupante, com altas taxas de desmatamento e perda de biodiversidade. É fundamental ajustar as estratégias econômicas na região e amplificar o impacto das iniciativas inovadoras, além de traduzir os seus aprendizados em políticas públicas eficazes”, defende Sergio Andrade, cientista político e diretor da Agenda Pública.
Para o especialista, essas iniciativas tendem a resultar em um desenvolvimento territorial a longo prazo que deve ser orientado pela promoção de bem-estar e da prosperidade local. “O relatório detectou cinco pontos principais com relação ao desenvolvimento da Amazônia: há numerosas experiências locais, porém insuficientemente fortes para competir com o modelo de desenvolvimento predominante; há uma necessidade de combinar ações internas e externas para superar bloqueios estruturais no desenvolvimento territorial; são várias as dificuldades enfrentadas pelas iniciativas locais, incluindo isolamento, caráter unidimensional (sem visão sistêmica de impactos), falta de escalabilidade e falta de coordenação; há uma total dependência de recursos externos para financiar iniciativas inovadoras; e há uma grave falta de coordenação entre investimentos público e privado”, enfatiza.
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