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ARTIGO
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Por – André Lit, CEO da Healthy Place Brasil, especial para Neo Mondo
O trabalho de aplicação da Ciência do Bem-estar, realizado pela Healthy Place em dezenas de empresas pelo mundo, revela características que as organizações saudáveis desempenham muito bem. Essas características merecem a total atenção de líderes e gestores corporativos ao refletirem sobre quais áreas da sua empresa é essencial performar. A seguir destacamos cinco pontos de alto desempenho apontado em nosso benchmark global:
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- Relacionamentos e apoio dos pares: o espírito de equipe acontece nessas organizações, e isso faz toda a diferença. As pessoas em conjunto constroem resultados, consertam as fragilidades encontradas com agilidade, têm satisfação em realizar suas atividades e se motivam mutuamente. Aqui entra também a segurança para manifestar o seu pensamento, sempre com respeito, com pessoas e equipes sendo reconhecidas pelos seus esforços;
- Bem-estar social: este elemento, ao aparecer entre os melhores desempenhos das empresas saudáveis, mostra as mudanças sociais impactando as organizações. Nelas, os indivíduos recebem apoio para desenvolver atividades sociais externas à empresa, tendo a oportunidade de colaborar para algo além do negócio, estando alinhado ao seu propósito. Estas atividades externas ampliam o conhecimento e experiência das pessoas, e constroem o que colaboradores desejam: uma sociedade melhor;
- Diversidade e inclusão: aqui não é só dar a oportunidade às minorias de mostrarem suas competências e participarem da construção dos resultados da organização, mas ao trabalharem desta forma, as organizações saudáveis mostram na prática como cuidam de todos os seus colaboradores independente de rótulos e preconceitos, trazendo maior segurança psicológica e confiança nos relacionamentos desenvolvidos;
- Mentalidade de aprendizado: essencial para a resiliência mental, para a autoestima, para os resultados no desenvolvimento dos processos, para a inovação e para enfrentar novos desafios. O aprendizado, nas suas diferentes formas, é uma oportunidade que indivíduos têm ao estarem trabalhando em conjunto numa organização, “é uma excelente escola”, pois todo dia se aprende algo com alguém, o que resulta em produtividade, criatividade e inovação;
- Autoeficácia: aqui se manifesta o equilíbrio entre as competências individuais e as competências necessárias para que a organização alcance seus objetivos. Quanto mais alinhadas estiverem, mais os colaboradores em conjunto conseguem gerar resultados, de uma forma próxima ao natural de cada um. A alta autoeficácia traz a produtividade, em função do menor consumo de energia individual para desenvolver suas responsabilidades. As organizações saudáveis aprendem a evoluir continuamente este balanço, colocando as pessoas certas nas funções certas.
Citamos acima alguns dos 21 elementos que compõem os quatro pilares da Ciência do Bem-estar. As organizações saudáveis são boas em todos eles, com diferentes intensidades, uns com melhor resultado que outros. Se, para estas empresas, seus melhores resultados e seus maiores desafios acontecem, imagine a dificuldade que as organizações não saudáveis enfrentam para atender seus clientes, equilibrar as demandas de recursos nos seus processos e alcançar resultados.
Apesar de estarmos conversando sobre uma referência global, o importante é destacar que cada organização é uma entidade única, composta por grupos de pessoas que são únicas e que, em conjunto, criam sua cultura única de negócio. Compreender a situação específica de cada organização é um desafio, e aqui está a importância das referências externas como benchmarks e as metodologias criadas para apoiarem de forma prática o seu desenvolvimento.
E toda esta construção nasce da liderança, que possui um papel diferenciado nas organizações saudáveis. Esses profissionais cuidam do desempenho e da saúde de seus colaboradores, que não são conflitantes – são dois lados da mesma moeda, um reforça o outro.
O que sempre chamamos a atenção é que, na busca de ser uma organização saudável, a empresa conheça bem como está, quais os principais desafios para serem gerenciados e quais suas principais competências para serem mantidas. E isso se manifesta de forma diversa pelas suas várias funções, localidades e perfis demográficos. Esta diferença entre a visão e a realidade específica aponta as prioridades e gera a motivação para se ter colaboradores saudáveis, o motor do alto desempenho sustentável.