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POR – APPROACH COMUNICAÇÃO / NEO MONDO
Nesta semana, cinco lideranças – de diferentes raças, gênero e profissões – que participaram da primeira jornada do projeto apresentam, pela primeira vez, a iniciativa e os resultados obtidos durante o “Fórum Global 2020: Mudança do Ego para a Eco – Agindo para uma Profunda Transformação Social”
A fim de buscar uma transformação social para o século 21 e repensar o mundo a partir dos valores femininos e masculinos, foi criado o Projeto MAPA. Durante a primeira jornada da iniciativa, mais de 30 lideranças de 18 a 70 anos, de diferentes regiões, classes sociais, raças e áreas de atuação, se reuniram em agosto de 2019, durante cinco dias, em mesmo espaço, para encontrar respostas livres de preconceitos e formular um mapa que represente a sociedade em seu processo de transformação.
O projeto, as fases de elaboração da jornada e os resultados obtidos serão apresentados pela primeira vez em um painel do bloco “Sementes e sinais do futuro” do “Fórum Global 2020: Mudança do Ego para a Eco – Agindo para uma Profunda Transformação Social” (), que acontecerá online na próxima sexta-feira, 10 de julho, às 12h (horário de Brasília). As lideranças do MAPA que participarão do evento são: Renata Sbardelini, fundadora e diretora da Suindara e idealizadora do MAPA; Andrea Alvares, vice-presidente de marketing, inovação e sustentabilidade da Natura; Samuel Emílio, Co-fundador da plataforma Engaja Negritude; Ariel Nobre, artista visual, ativista trans, escritor e comunicador; e Kaka Werá, escritor e político de origem indígena. Marian Goodman, diretora de capacitação global no Presencing Institute (MIT), será a facilitadora do debate.
Além disso, os resultados das conversas e descobertas do projeto se transformarão em um documento com dez capítulos que será apresentado à sociedade em um evento online com data ainda a ser marcada. De acordo com a idealizadora do projeto, Renata Sbardelini, a ideia é que o MAPA inspire processos de inovação e amplie a consciência de forma a indicar maneiras mais poderosas e conjuntas de promover impactos positivos. “A nova Narrativa nos permite apontar caminhos sobre a maneira como lidamos com as nossas relações pessoais, com o futuro do trabalho, com o consumo, com a natureza e com a tecnologia, em uma sociedade cada vez mais fluida”, explica Renata.
Para abordar os desafios coletivos, a metodologia de inovação social escolhida para guiar a jornada do MAPA foi a Teoria U, desenvolvida por Otto Scharmer, do Massachusetts Institute of Technology (MIT). Um dos princípios da teoria observa que a qualidade da mudança proposta pela iniciativa depende diretamente da consciência e da disposição dos agentes envolvidos no processo. Outra orientação importante é deixar de lado ideias do passado para capturar o futuro que quer emergir e, para isso, é necessário confiar nas inteligências da mente, do coração e da vontade mais profunda para provocar mudanças dentro de si e no sistema.
A primeira edição do projeto, uma iniciativa da Suindara Radar e Rede, foi conduzida pela sul-africana Marian Goodman, que lidera o Innovation Leadership Labs, do Presencing Institute (MIT) e co-facilitada por Cesar Matsumoto, consultor especialista em Teoria U. Alguns nomes importantes que participaram da jornada são: Rosa Alegria, pioneira em futurismo no Brasil; Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta; Danielle Almeida, especializada em História da África e dos Afro-brasileiros; Cristine Takuá, professora indígena; Maria José Tonelli, professora do Departamento de Administração Geral e Recursos Humanos na Fundação Getúlio Vargas; Mana Bernardes, artista, designer e escritora; e Adriana Carvalho, gerente de projetos da ONU Mulheres.
Os participantes foram convidados a partir do seu interesse, compreensão e envolvimento na discussão proposta pela jornada. Além de terem perfil de influência e articulação para disseminar o conteúdo produzido durante a jornada em suas instituições, comunidades e sociedade. As áreas de atuação das lideranças são economia e empreendedorismo; tecnologia e inovação; comunicação e cultura; e renovação política e meio ambiente.
“O que me surpreendeu foi o fato das lideranças abrirem cinco dias das suas agendas para estarem imersos em um processo de reflexão e co-construção. Isso mostra a importância de revermos a dinâmica de valores femininos e masculinos e descobrirmos juntos como esta nova Narrativa se desenhará no século XXI”, revela Renata Sbardelini.