POR – INSTITUTO ÁGUA SUSTENTÁVEL / NEO MONDO
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) 2017, publicada na última quarta (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 3.206 municípios com esgotamento sanitário por rede coletora, 49,5%, ou 1.588, fazem o descarte de despojo sem tratamento.
O instituto lembra que essa forma de lidar com o esgoto compromete a qualidade da água de modo geral, causando diversos impactos ao abastecimento humano, transmitindo doenças e comprometendo a balneabilidade das águas do país.
As principais vítimas dos despojos sem tratamento são os rios brasileiros. O IBGE apurou que eles são os principais corpos receptores, tanto dos efluentes tratados, quanto dos esgotos sem tratamento.
Segundo a pesquisa, 1.360 municípios admitiram que essa ação, de despojo de esgoto sem tratamento em rios, foi executada por pelo menos uma entidade executora de serviço de esgotamento sanitário.
O IBGE apurou ainda o volume diário de esgoto gerado de 21,6 milhões de metros cúbicos. Desse total, 14,2 milhões é coletado; e apenas cerca de metade, ou 10,9 milhões de metros cúbicos, foi tratado.