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Escrito por Neo Mondo | 7 de dezembro de 2018
“Agora, quase cem anos depois, os veículos elétricos estão voltando e precisam, cada vez mais, tirar o lugar do motor a combustão, em favor da redução de emissões e da poluição do ar”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, durante encontro na terça-feira (4), em Katowice, sobre mobilidade elétrica.
O dirigente máximo das Nações Unidas alertou, porém, para um detalhe fundamental no uso desses meios de transporte. “O crescimento dos veículos elétricos terá um impacto significativo na demanda por eletricidade, e isso precisa ser levado em conta”, disse o chefe da Organização.
“Se não for gerida cuidadosamente, a demanda adicional vai criar desafios em todos os setores do sistema de energia, particularmente em momentos de pico”, explicou Guterres.
Além disso, se a eletricidade utilizada for proveniente da queima de combustíveis fósseis, os veículos acabariam agravando o prolema das emissões de gases, em vez de diminui-lo.
Para prevenir esses problema, são necessários investimentos na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis e na garantia de uma cadeia de fornecimento sólida.
“A transição para a (chamada) e-mobilidade está claramente cheia de oportunidades”, disse Guterres. “Mas a transição precisa ser cuidadosamente gerenciada de modo que o mundo possa usufruir de todos os seus benefícios plenamente.”
O secretário-geral elogiou uma declaração proposta pelo Reino Unido e pela Polônia na terça-feira para promover redes de transporte “descarbonizadas”. O chefe da ONU pediu apoio de todas as partes interessadas ao documento.
Segundo o dirigente, um número crescente de países e regiões têm anunciado planos para abandonar progressivamente os veículos que usam combustíveis fósseis. Um relatório recente do Banco Mundial elencou diferentes iniciativas para fomentar essa transição. Entre elas, estão:
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