A pesquisa aponta que os caranguejos não erradicam a doença, cujos mecanismos continuam sendo pouco conhecidos, mas contribuem para retardá-los.
Estudo conduzido pela Escola de Biologia Marinha da Universidade James Cook, na Austrália, mostra que o “caranguejo peludo de coral” (Cymo melanodactylus) tem virtudes profiláticas contra o branqueamento da grande Barreira de Corais do país. O branqueamento, ou a perda de pigmentos e de algas associadas aos tecidos dos corais, é o principal sintoma de uma doença mortal presente em todo o perímetro Indo-Pacífico.
A pesquisa aponta que os caranguejos não erradicam a doença, cujos mecanismos continuam sendo pouco conhecidos, mas contribuem para retardá-los.
A Grande Barreira de Corais da Austrália é uma imensa faixa de corais composta por cerca de 2.900 recifes, 600 ilhas continentais e 300 atóis de coral, situada entre as praias do nordeste da Austrália e Papua-Nova Guiné, com 2.300 quilômetros de comprimento, com largura variando de 20 km a 240 km. Nas três últimas décadas, perdeu mais da metade de seus corais devido às tempestades, às mudanças climáticas e aos efeitos devastadores de uma estrela do mar que se alimenta de corais.