Foto – Pixabay
POR – OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Todo ano no Dia Mundial da Água, tenho uma mistura de sensações. Indignação por ainda estarmos lidando com escassez, problemas sanitários e desperdícios ainda em pleno século XXI, mas também esperança em ver a mobilização da sociedade em discutir a questão e propor soluções.
Se imaginarmos a Terra como um organismo vivo, podemos, numa analogia, entender que a água é seu sangue. Como num corpo, se o sangue faltar ou estiver contaminado, a vida estará comprometida.
Parece óbvio, mas há anos a problemática da água – seja sua escassez, sua qualidade, sua importância, nossa dependência dela ou a preservação de seu fluxo e ciclo de existência – é conhecida e discutida por todos, desde os primeiros anos escolares. Por que então, ainda não a utilizamos racionalmente?
Por que temos rios poluídos, apagões de energia, doenças por falta de saneamento? O Brasil tem problemas que envolvem a qualidade e a quantidade, mas talvez o pior de todos ainda esteja ligado a falta de uma educação ambiental, que coíba o desperdício e o mau uso.
Estudiosos preveem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Já existe sinais dessa tensão em áreas do Planeta como Oriente Médio e África.
A quantidade de água doce no mundo estocada em rios e lagos, prontas para o consumo, representa 0,3% do total de água no Planeta. O restante dos 2,5% de água doce está nos lençóis freáticos e aquíferos, nas calotas polares, geleiras e outros reservatórios, como pântanos por exemplo.
O Brasil possui 12% de água doce superficial existente no mundo, porém, sua distribuição é desigual pelo território nacional, concentrando-se principalmente na Bacia Amazônica.
A discussão é necessária, os recursos hídricos já se enquadram numa questão estratégica mundial. No Brasil não é diferente, afinal aproximadamente 80% de nossa fonte energética é hídrica.
Abaixo segue uma trova, expressão poética, feita carinhosamente e com exclusividade para NEO MONDO, pela escritora e poetisa, Carolina Ramos.
“A gota d’água vertida
com zelo de causa justa
tem o valor de uma vida
para quem sabe o que ela custa”
Foto – Divulgação