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POR – OSCAR LOPES LUIZ, PUBLISHER DE NEO MONDO
No Dia Mundial da Alimentação, segundo a ONU, quase metade dos brasileiros estão passando fome neste momento
Neste Dia Mundial da Alimentação (16/10), é fundamental refletirmos sobre a importância da segurança alimentar para garantir uma vida digna e saudável. Infelizmente, no Brasil, esse tema assume uma relevância alarmante, uma vez que quase metade da população, impressionantes 45% dos habitantes, está em situação de insegurança alimentar. Isso não é apenas uma preocupação em nível nacional, mas também uma questão de saúde pública e direitos humanos.
A insegurança alimentar não se refere apenas à falta de comida, mas também à qualidade e à regularidade do acesso aos alimentos necessários para uma vida saudável. No Brasil, embora seja um país que se destaca pela sua produção agrícola e potencial para a segurança alimentar, a realidade é cruel para muitos dos seus cidadãos. Ao mesmo tempo em que o acesso à alimentação se torna mais difícil para o brasileiro, a agricultura nacional responde por 20% da produção global de alimentos.
Diversos fatores negativos agravam a situação de insegurança alimentar no país, incluindo a desigualdade social, o desemprego, a falta de acesso a serviços de saúde, educação e, especialmente, a falta de políticas públicas adequadas para garantir a alimentação adequada de todos.
A insegurança alimentar tem sérios impactos na saúde e na sociedade. As pessoas que enfrentam essa situação têm maior probabilidade de sofrer desnutrição, obesidade, doenças crônicas e deficiências nutricionais. Além disso, a insegurança alimentar está diretamente ligada ao aumento da violência e aos problemas de desenvolvimento em crianças, que são privados de uma alimentação adequada.
Em termos econômicos, a insegurança alimentar também cobra seu preço. A falta de acesso a alimentos adequados pode resultar em uma força de trabalho menos produtiva e em um sistema de saúde sobrecarregado com doenças relacionadas à má alimentação.
Neste Dia Mundial da Alimentação, é fundamental conscientizar a população e as autoridades sobre a urgência de combater a insegurança alimentar no Brasil. Isso envolve a implementação de políticas públicas eficazes, como programas de distribuição de alimentos, educação alimentar, incentivo à agricultura familiar e medidas para reduzir a desigualdade social.
As organizações da sociedade civil, a iniciativa privada e os cidadãos também desempenham um papel crucial no combate à insegurança alimentar. A solidariedade, a doação de alimentos e o apoio a projetos sociais são maneiras de fazer a diferença na vida daqueles mais necessitados.
É essencial refletirmos sobre essa situação que afeta quase metade da população brasileira. A fome e a má nutrição são desafios que o país precisa enfrentar com urgência, não apenas por razões de saúde, mas também por questões de justiça social e direitos humanos. O combate à insegurança alimentar deve ser uma prioridade, e todos nós temos um papel determinante nessa jornada em direção a um Brasil mais justo e saudável.