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ARTIGO
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Por – André Lit, CEO da Healthy Place Brasil, especial para Neo Mondo
Com a aplicação da Ciência do Bem-estar pela Healthy Place nos últimos sete anos em vários países, desenvolveram-se referências para servirem de comparação com a situação específica de uma organização que está sendo analisada. Esse benchmark mostra onde os desafios são maiores para que esta organização seja saudável, com ambiente de trabalho saudável e com seus colaboradores saudáveis.
Essa simbiose e círculo virtuoso foram confirmados por uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, que analisou 1.600 empresas listadas na bolsa, que somam 3,8 milhões de colaboradores. Os resultados comprovaram que melhores indicadores dos indivíduos geram melhores indicadores de negócios, ou seja, saúde e bem-estar conversam com retorno sobre capital empregado e lucro.
Passada toda esta vivência, que continuará a se desenvolver, vem a pergunta: imaginando este benchmark como se fosse uma empresa fictícia global, quais seriam os seus melhores indicadores e onde existiriam os principais desafios neste esforço para o bem-estar?
Uma primeira análise interessante está no equilíbrio entre Indivíduo e Organização. Parte dos elementos que compõem os pilares da Ciência do Bem-estar são mais influenciados pelas pessoas individualmente, por exemplo, atividade física. Outros envolvem a organização das pessoas desenvolvendo suas atividades. Com esta visão geral, esta organização fictícia mostra que há um equilíbrio entre os dois, o que reforça a importância de ter organizações saudáveis e indivíduos saudáveis como um conjunto.
Olhando os pilares e elementos desta organização fictícia, todos eles estão em um bom patamar, só que uns melhores do que outros. Aqui vamos analisar a seguir onde estão os maiores desafios encontrados:
- Bem-estar financeiro: é hoje o maior desafio das organizações em todo o mundo, um dos maiores estressores não laborais, mostra que as pessoas querem ganhar mais para fazer o que desejam com suas vidas, mas não necessariamente conseguem a base financeira para alcançar esses objetivos. Sendo assim, não é o desafio de uma empresa, mas da nossa sociedade. Apesar disso, as organizações podem, além de ter uma boa definição de responsabilidades e compensação, apoiar colaboradores oferecendo ferramentas para melhorar o modo como gerenciam sua vida financeira, além de analisar formas de dar apoio nas situações críticas quando isso for possível;
- Energia e descanso: não há como uma pessoa ter um bom desempenho estando cansada, sendo mais suscetível ao estresse e impactando o seu sistema imunológico. A vida é um ciclo de esforço e descanso. Se este balanço não acontece, a produtividade cai e os riscos de acidentes aumentam. É importante observar que não é somente pensando ou executando atividades físicas que a gente se cansa; outros fatores, como emoções ruins, situação espiritual e relacionamentos difíceis, consomem muita energia;
- Pertencimento: esta necessidade é uma das mais básicas dos seres humanos e, por outro lado, hoje os vínculos das pessoas com as organizações estão menos claros e mais frágeis. O resultado afeta a confiança interna delas e as deixa mais propensas a mudarem de emprego. Este ponto mostra a importância das empresas em se preocuparem com o bem-estar de seus colaboradores, obtendo melhores indicadores da sua retenção;
- Atividade física: além da saúde, ajuda a melhorar o humor! Com o envelhecimento da população, maior força de trabalho desenvolvendo serviços, automação de processos e sedentarismo, o cuidado com o corpo é um ponto de atenção. Aqui a conscientização é relevante, além da organização e facilitação para que as pessoas se cuidem dentro do ambiente de trabalho, reforçando hábitos mais saudáveis;
- Carga de trabalho: existem momentos em que a carga acontece com maior intensidade, mas o ponto aqui é volume de trabalho em excesso contínuo, com a sensação de que não se conseguirá concluir tudo o que é preciso ser feito. A liderança e a gestão aqui têm um papel relevante. Organizações saudáveis trabalham com seus colaboradores para identificar a melhor forma de desempenhar as atividades, balanceando as demandas com os recursos, e definindo prioridades: em última instância, se alguém está sobrecarregado, deixará de fazer algo, e é bom escolher com consciência o que deixará de ser feito;
- Apoio dos gestores: novamente aqui a liderança possui um papel relevante e desafiador: saber as competências das pessoas e seus perfis de comportamento, e adaptar-se para lidar com os desafios tanto da organização como com sua equipe. O líder é modelo de comportamento e precisa ter claro quais resultados precisa alcançar, criar um ambiente de aprendizado utilizando as competências de sua equipe, ter empatia para compreender os momentos individuais, criar o ambiente de confiança para que as pessoas se expressem e se ajudem mutuamente, fortalecer as relações internas com outras áreas, e achar os momentos de prazer e diversão com sua equipe. E não esquecer da sua saúde!
Esses pontos são os principais desafios que estão sendo enfrentados pelas organizações que buscam criar organizações saudáveis com colaboradores saudáveis.