Bibiana Matte e Sergio Pinto, sócios da cellva ingredients – Imagem: Divulgação
POR – OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
A cellva ingredients, uma empresa inovadora de biotecnologia, está ampliando seu portfólio com lançamentos que prometem transformar a indústria de alimentos. Com foco em soluções sustentáveis e eficientes, a empresa apresenta fibras cítricas e microencapsuladores, desenvolvidas em parceria com o Senai Cimatec, em Camaçari (BA). Esses novos ingredientes são frutos do upcycling, processo que reutiliza criativamente resíduos mantendo a integridade dos materiais originais.
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As fibras cítricas, extraídas de cascas de frutas, são capazes de substituir ou reduzir o uso de gorduras nos alimentos, com um impacto sensorial mínimo. Por outro lado, os resíduos de torrefação de café, utilizados como microencapsuladores, podem substituir açúcares, funcionar como antioxidantes ou corantes, graças a uma tecnologia própria que remove o sabor residual, mantendo sua funcionalidade
Além dessas inovações, a Cellva já produz e comercializa gordura suína cultivada, microcarreadores e microesferas. A gordura suína cultivada, pioneira no hemisfério sul, oferece maior eficiência, menor impacto ambiental e um perfil nutricional superior aos métodos tradicionais de produção. Reduzindo o tempo de produção de gordura de porco de 18 meses para apenas 21 dias, a Cellva planeja aumentar sua produção de 10 quilos mensais para 10 toneladas mensais até o final de 2026.
As microesferas, com capacidade de encapsulamento 50% superior às técnicas convencionais, atuam como realçadores de sabor e proteção de nobres, como probióticos. Já os microcarreadores são essenciais para processos biotecnológicos, oferecendo transporte e proteção de nutrientes a um custo cinco vezes menor
Com ampla aplicabilidade, os produtos da Cellva estão sendo utilizados nos setores alimentícios, cosméticos e farmacêuticos. Em breve, o Brasil conhecerá os primeiros desenvolvimentos de ácidos graxos de laboratório não sintéticos, uma inovação do centro de biotecnologia da Cellva, localizado em Porto Alegre (RS). Esses ácidos graxos fazem parte do plano da empresa para ingressar no mercado de nutracêuticos, um setor com potencial para atingir US$ 68 bilhões até 2033.
“Desenvolvemos e patenteamos a própria fórmula de meio de cultivo. Nos últimos 18
meses, foram conduzidos mais de 80 experimentos para determinar a melhor combinação
de nutrientes para as células adiposas cultivadas no nosso centro de biodesenvolvimento.
Como resultado, o meio de cultivo da cellva custa radicalmente menos do que as opções
disponíveis no mercado”, explica o CEO, Sérgio Pinto.
A cellva ingredients continua a inovar e expandir suas fronteiras, contribuindo significativamente para um futuro mais sustentável e saudável na indústria de alimentos.