Imagem: Divulgação
POR – OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
A expedição será um ponto de partida para a possibilidade de um monitoramento constante da costa da Bahia, o que pode ajudar a compreender o impacto das mudanças climáticas na região
Hoje, dia 28 de agosto de 2024, uma nova jornada começou na costa da Bahia com o lançamento da expedição ABRA OS OLHOS, uma iniciativa ambiciosa da Redemar Brasil em parceria com a EMBASA e o Governo do Estado da Bahia tendo como mídia oficial NEO MONDO. A expedição faz parte do 11º Festival das Baleias que ocorrerá em Salvador (BA) e será uma contribuição significativa para o Ocean Dialogues.
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A expedição, que partiu da Baía de Todos os Santos, a maior baía do Brasil e segunda maior do mundo, se estenderá até o dia 12 de setembro, percorrendo locais icônicos como Morro de São Paulo, Baía de Camamu, Ilhéus, Santa Cruz de Cabrália e o Parque Nacional Marinho de Abrolhos. O trajeto não é apenas uma rota geográfica, mas uma jornada de descobertas que visa preencher lacunas críticas no conhecimento sobre a biodiversidade costeira brasileira.
Biodiversidade costeira: um patrimônio em risco
O Brasil, apesar de sua vasta costa, ainda sofre com a escassez de dados sobre a biodiversidade marinha. Esta expedição busca enfrentar esse desafio ao documentar, por meio de vídeos e outras ferramentas de pesquisa, os ecossistemas marinhos ao longo da costa sul da Bahia. Particularmente, a expedição focará na identificação de pontos de branqueamento de corais, uma ameaça crescente devido às mudanças climáticas e à poluição.
Os bancos de corais, além de sua beleza, desempenham um papel vital na economia local. Eles são locais de desova para espécies de peixes de valor comercial e atraem milhares de turistas anualmente. No entanto, os impactos negativos sobre esses corais podem prejudicar a economia e o sustento de comunidades costeiras. A expedição ABRA OS OLHOS, ao coletar dados sobre o estado desses recifes, pretende fornecer informações essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas de conservação e práticas de gestão sustentável dos recursos marinhos.
Monitoramento da qualidade da água e o impacto dos microplásticos
Outro aspecto crucial da expedição será a análise da qualidade da água ao longo da costa. As amostras coletadas serão examinadas para detectar a presença de microplásticos, um poluente onipresente nos oceanos que tem efeitos devastadores na vida marinha e na saúde humana. Esses dados serão fundamentais para compreender a extensão da poluição por microplásticos na região e para desenvolver estratégias de mitigação.
Educação e conscientização ambiental
Além da pesquisa científica, a expedição ABRA OS OLHOS também tem um forte componente educacional. Em cada parada ao longo do percurso, a equipe da expedição trabalhará com alunos do ensino médio, sensibilizando-os sobre a importância de proteger o oceano e seus organismos. Através de palestras e atividades interativas, espera-se despertar nos jovens um senso de responsabilidade e urgência em relação à preservação marinha.
Um marco para o futuro da conservação marinha
A expedição ABRA OS OLHOS não é apenas um evento isolado, mas o início de um esforço contínuo para monitorar e proteger a costa da Bahia. Ao final desta jornada, os dados coletados servirão de base para avaliar a saúde dos recifes de corais e orientar ações futuras. Este esforço colaborativo entre organizações não-governamentais, governo e comunidade científica é um exemplo poderoso de como a ciência, a educação e a política podem se unir em prol da conservação ambiental.
Com a expedição ABRA OS OLHOS, o Brasil dá um passo importante em direção à proteção de sua rica biodiversidade costeira, promovendo um futuro mais sustentável para as gerações presentes e futuras.