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POR – REDAÇÃO NEO MONDO
A Eletrobras contribui para a recuperação e conservação da biodiversidade por meio de programas de proteção de 74 espécies ameaçadas de extinção presentes na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) e na lista oficial nacional. Entre as espécies protegidas estão o Peixe-boi-da-Amazônia e o Lobo Guará.
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A preservação de espécies em extinção abrange também a flora nativa. Um dos destaques é o Projeto Palmito, apoiado pela Eletrobras em seu Edital de Projetos Socioambientais e voltado à palmeira juçara, que oferece habitat e alimento para uma variedade de espécies. A juçara está ameaçada de extinção devido à extração predatória e a redução de áreas preservadas.
Conduzido pelos pesquisadores do Centro Tecnológico SATC (CTSatc), o projeto prevê a produção e plantio de 10 mil mudas nos municípios de Morro Grande, Nova Veneza e Siderópolis, em Santa Catarina. As palmeiras ajudam a estabilizar o solo e prevenir a erosão, e seus frutos e o palmito são utilizados como fonte de alimento e renda para comunidades indígenas e tradicionais. A iniciativa inclui ações de educação ambiental e conscientização do público beneficiado.
Biomas
No último ano, a Eletrobras contou com projetos de proteção e restauração de habitats em 16 áreas espalhadas pelo território nacional, somando 2,1 milhões de hectares. A empresa possui ativos de geração e transmissão localizados em cinco dos seis biomas do Brasil: Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pampa e Floresta Amazônica. A companhia atua em Unidades de Conservação de diversos tipos, como Áreas de Preservação Permanente (APP), Parques Estaduais, Reservas Biológicas e Estações Ecológicas. E também desenvolve projetos de conservação.
Entre os principais projetos em andamento, o Programa de Germoplasma Florestal, desenvolvido na região da usina do Tucuruí (PA), tem o objetivo de conservar as áreas de coletas de sementes florestais e aumentar o florestamento e o reflorestamento, contribuindo com a manutenção da biodiversidade por meio de espécies nativas. Em 2023, foram doadas mais de 1,1 milhão de sementes e 61,3 mil mudas, equivalente ao reflorestamento de uma área aproximada de 186 hectares no bioma da Amazônia.
O projeto Viveiro Florestal de Xingó também faz parte dos programas da empresa que contribuem para os ecossistemas locais. Ele tem o compromisso de produção anual de 100 mil mudas de espécies nativas da caatinga e está focado na reprodução em escala dos cactos do gênero coroa-de-frade, classificados como ameaçados. Em 2023, o projeto propiciou a manutenção de 28 matrizes de mudas de coroa-de-frade.
Considerando a relevância do tema e a importância de se tratar de forma conjunta biodiversidade e clima, a Eletrobras criou, na Diretoria de Sustentabilidade, uma gerência de Estratégia Climática e Biodiversidade.
A companhia é signatária das nove metas do Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade, lançado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). Além disso, aderiu à iniciativa Call to Action, da Business for Nature, que reúne mais de 1,4 mil empresas de todo o mundo em prol de ações coletivas para reverter, até 2030, a perda de recursos naturais.