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Escrito por Neo Mondo | 21 de junho de 2021
O agronegócio é um dos setores mais promissores para fomentar o mercado de carbono, uma vez que pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e, ao mesmo tempo, sequestrar esse elemento da atmosfera e armazená-lo no solo.
Segundo dados do Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas de 2019, é possível estocar até 8,6 gigatoneladas de dióxido de carbono por ano nas terras cultiváveis e pastos do planeta. Nesse cenário, o agro brasileiro tem uma oportunidade ímpar de ser um dos líderes desse mercado pela alta mecanização e implementação de tecnologias de agricultura de precisão somada à adoção de boas práticas de manejo de solo e iniciativas para diminuir o uso ou reutilizar os recursos naturais.
Além disso, as propriedades rurais brasileiras promovem ações constantes de preservação ambiental em seus territórios. O percentual de preservação pode variar entre 20% a 80% da área dependendo de sua localização. Apenas a conservação da Amazônia poderia render US$ 10 bilhões ao ano para o Brasil em créditos de carbono, conforme estimativa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds).
Contudo, o grande desafio para o agronegócio é mensurar o volume capturado do carbono retido no solo, de forma a ser economicamente viável. Isso porque, atualmente, há um alto custo para verificação e certificação dessa informação.
De acordo com dados da consultoria Refinitiv, o valor global do mercado de carbono saltou 20% no ano passado, para um volume recorde de 229 bilhões de euros.
Para tratar dos diferentes aspectos ligados ao mercado de carbono verde, o Congresso Brasileiro do Agronegócio 2021, terá três painéis: Energia Limpa e Sustentável, Brasil Verde e Competitivo, e O Futuro do Agro no Comércio Mundial. As inscrições para participar do evento online estão abertas e são gratuitas no site oficial.
A última edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio, também promovida virtualmente, reuniu mais de 8000 participantes, um público formado por empresários, líderes setoriais, autoridades públicas ligadas aos governos federal, estadual e municipal, diversos parlamentares, além de inúmeros profissionais atuantes na cadeia do agro e estudantes de agronomia.
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