Agronegócio Ciência e Tecnologia Destaques Saúde Segurança Sustentabilidade

Pecuarista pantaneiro ganha guia de melhores práticas de sustentabilidade

Escrito por Neo Mondo | 21 de julho de 2021

Compartilhe:

Foto - Divulgação/WWF

POR - REDAÇÃO NEO MONDO

 
A iniciativa é do WWF-Brasil, Embrapa Pantanal e Wetlands International
  O criador de gado do Pantanal acaba de ganhar um importante aliado para ajudá-lo a avançar no admirável mundo novo da Sustentabilidade, tão cobrada por consumidores e importadores. Trata-se do Guia de melhores práticas pecuárias da planície pantaneira, elaborado pela Embrapa Pantanal, WWF-Brasil e Wetlands International. O objetivo é apresentar, de forma didática e descomplicada, como o pecuarista pantaneiro pode atuar em um sistema diferenciado de produção em áreas naturais com boa convivência com a rica biodiversidade pantaneira, fazendo disso um diferencial para seu negócio. Para isso, o Guia identifica e analisa as boas práticas de pecuária na Planície Pantaneira e relaciona com os serviços ecossistêmicos do bioma. Flávia Araújo, analista de conservação do WWF-Brasil, explica que “o conteúdo foi  elaborado  por  vários  autores  que, com  suas  experiências  e  estudos,  indicam diversas  possibilidades  de  conhecer  e  melhorar  as  práticas  do  produtor  de  gado de corte na Planície Pantaneira. Esta ação é a sistematização do conhecimento produzido até agora, fruto de várias parcerias e apoios”, ressalta. O WWF-Brasil atua desde 2003 na região pantaneira, promovendo discussões sobre alternativas que aliem a atividade produtiva da pecuária e a conservação dos recursos naturais do bioma, seja apoiando produtores e associações de pecuaristas ou fazendo relacionamento com os diversos atores da cadeia produtiva local. “Um dos focos de atuação da Embrapa Pantanal é o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas para a pecuária sustentável. E esse guia vem de encontro ao cumprimento da nossa agenda de prioridades, ao disponibilizar informações e tecnologias de maneira acessível aos produtores pantaneiros e técnicos”, segundo a pesquisadora e Chefe-Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento, Catia Urbanetz. “O guia vem como um forte instrumento para divulgarmos conhecimentos, boas práticas agropecuárias e tecnologias que visam auxiliar os produtores pantaneiros no aumento de sua produtividade de forma sustentável. Acreditamos que este instrumento servirá como importante ferramenta para que o produtor possa inovar em meio às tantas tecnologias e boas práticas desenvolvidas pela Embrapa Pantanal e seus parceiros, concluiu o Chefe-Adjunto de Transferência de Tecnologia, Thiago Coppola. Para o produtor, o guia será um importante aliado no entendimento de temas aparentemente complexos. O material traz, por exemplo, a visão holística das pastagens, com a explicação sobre o que é necessário fazer em caso de necessidade de limpeza da pastagem ou uso de queima prescrita. Transcorre ainda sobre os instrumentos econômicos de política ambiental existentes, mas que nem todo produtor conhece. Consumo de água, tratamento de resíduos, destinação dos resíduos sólidos são alguns dos temas de impacto ambiental que também são abordados. Mas, o guia vai além, abordando plano de manejo (para o rebanho), plano de gestão (para a propriedade como um todo) e até sucessão familiar (considerando que boa parte dos pecuaristas pantaneiros são empreendedores familiares). O documento sugere que o produtor desenvolva uma abordagem integral sobre seu  sistema de  produção,  abordando  medidas  de  conservação  e  restauração  das  pastagens nativas,  implementação de indicadores e práticas que permitam que o valor nutritivo  disponibilizado  para  seu  rebanho permaneça  alto, assim  como  a  produtividade  animal. O guia contou ainda com o apoio de instituições parceiras: Centro de Pesquisa do Pantanal; Fundação Panthera Brasil; Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola; Instituto  de  Meio  Ambiente  de  Mato Grosso do Sul; Instituto Homem Pantaneiro; Instituto Nacional de Ciência Tecnologia em Áreas Úmidas; Secretaria  de  Estado  de  Meio Ambiente de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento  Econômico,  Produção  e Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul.
Foto - pxhere

Compartilhe:


Artigos anteriores:

Entre o Raso da Catarina e o tempo que a natureza exige

Canola de segunda safra pode reduzir as emissões da aviação em até 55%

Sicredi: crédito rural soma R$ 13,7 bilhões em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná


Artigos relacionados