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Escrito por Neo Mondo | 27 de setembro de 2018
Caio Magri, diretor-presidente do Ethos (foto-Clovis Fabiano)[/caption]
O encontro promoveu também o diálogo sobre os desafios e oportunidades do Movimento Empresarial pela Integridade e Transparência. Lançada em julho pelo Ethos, a iniciativa já conta com 50 signatárias e espera fechar 2018 com a adesão total de 80 empresas. O movimento produz, entre outras ações, estudos para ajudar na elaboração de políticas públicas.
Além disso, o congresso trouxe discussões os temas civilizatórios e incontornáveis da agenda social brasileira como a equidade racial e a diversidade. Durante o painel, a historiadora, antropóloga e professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Lilia Schwarcz, afirmou que conviver com a diversidade nos faz ser muito melhores seres humanos. “Infelizmente nossos índices atuais tornam nítidas a invisibilidade dessas questões. Falta muito para podermos celebrar equidade racial e de gênero no Brasil”, ponderou a acadêmica.
Na oportunidade, foram apresentados também os resultados da iniciativa “Por contratações limpas nas eleições” que propõe a candidatos e partidos políticos compromisso no uso dos recursos públicos oriundos do Fundo Partidário e do Fundo Público Eleitoral.
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Lilia Schwarcz, historiadora, antropóloga e professora titular da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (foto-Maurício Burim)[/caption]
Para completar, com o objetivo de influenciar as empresas na criação de um ambiente aberto às diferenças, o evento apresentou debates sobre o ponto de convergência de todos os aspectos da diversidade: a interseccionalidade. O papel das organizações em reconhecer e interpretar a pluralidade de forma mais justa, além de transformar esse reconhecimento em combustível de mudança social foi discutido durante o painel “Diálogo sobre a interseccionalidade”. Durante o painel, o secretário adjunto do Fórum LGBT, JP Polo, afirmou que entender a intersecção é respeitar as características de cada de um, para que as pessoas se articulem e compreendam suas particularidades e quebrem barreiras.
“Os debates dessa edição foram enriquecedores para os participantes. Promover sustentabilidade e conduta ética nas empresas e na sociedade é, antes de tudo, uma forma de criar e manter as transformações que queremos conquistar daqui para frente. Precisamos nos desafiar diariamente para que possamos continuar em movimento. Se o futuro é a gente quem escolhe, é fundamental estarmos dispostos a mobilizar, a sensibilizar, a apoiar, a articular e a construir”, afirmou Magri.
Este ano, a conferência reuniu um time de líderes e profissionais com novos olhares acerca dos desafios da economia nacional como um todo. A próxima edição da Conferência Ethos será realizada na cidade de Belém, no Pará, em novembro.
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Público lotou todos os painéis (foto-Clovis Fabiano)[/caption]
Palco 20 anos do Instituto Ethos
Há duas décadas, o Ethos faz parte da vida das empresas e marca presença nos momentos e projetos mais importantes do país. Conferências, publicações, ferramentas para negócios sustentáveis, construção de políticas públicas e tantas outras iniciativas.
Uma trajetória inteira voltada para o desenvolvimento sustentável. Não é à toa que, em todo o país, mais de 500 empresas são associadas ao Ethos, mais de 1.300 compactuam compromissos e mais de 3.900 já utilizaram os Indicadores Ethos.
Muitos são os protagonistas dessa história e durante os dois dias de evento poderão ser compartilhadas as vivências desse período. Pessoas, fatos, projetos e realizações serão apresentados ao longo da programação.
“Este ano, teremos um palco exclusivo para realizar o balanço dos 20 anos de atuação do Instituto Ethos como entidade mobilizadora do poder público, empresas e sociedade civil”, finalizou Magri.
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Trio de peso (foto-Clovis Fabiano)[/caption] O Brasil quer liderar a bioeconomia global. Mas ainda não sabe o que ela é
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