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Escrito por Neo Mondo | 18 de outubro de 2018

Os deputados já haviam tentado extinguir essas mesmas áreas em março, mas a manobra foi barrada por decisão provisória do Tribunal de Justiça, que ainda deve dar uma resposta definitiva para a questão.
“Nós entendemos que nenhuma área deveria ser extinta. Mas, de qualquer forma, está de parabéns o governador Daniel Pereira, pela manutenção das dez unidades. Esperamos que as perdas representadas pela extinção da Soldado da Borracha possam ser compensadas em breve com a criação de uma nova unidade de conservação no Estado”, disse o coordenador do Programa Florestas do WWF-Brasil, Marco Lentini. “A redução de áreas protegidas coloca em risco o futuro de todos nós, num momento de eleições em que estamos decidindo o modelo de desenvolvimento que queremos ter”, completou.
A criação das unidades de conservação que os deputados tentam extinguir contou com o apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que investiu R$ 657 mil para o desenvolvimento de estudos e a realização de consultas públicas relacionadas a quatro delas.
O apoio se deu por meio de cooperação entre a Secretaria de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério do Meio Ambiente. O Arpa conta com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), o Banco Mundial, o KfW (banco de cooperação do governo da Alemanha), a GTZ (agência de cooperação da Alemanha) e da Rede WWF.
“Esperamos que os deputados mantenham o veto do governador, para evitar um retrocesso que, sem dúvida, prejudicará a economia do estado e criará imensas dificuldades para que Rondônia continue acessando recursos do Arpa, entre outras linhas de apoio ligadas à conservação ambiental”, disse a coordenadora dos Programas de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano. “Essa é uma oportunidade para os parlamentares mostrarem que têm compromisso com toda a coletividade e com as futuras gerações. As áreas propostas não são aptas para atividades agropecuárias. Ao mesmo tempo, são de grande importância para a conservação”, completou.
A Assembleia Legislativa tem 30 dias úteis para analisar o veto do governador a partir da leitura da mensagem em Plenário, o que ainda não ocorreu. Os deputados devem promover nova sessão na próxima terça-feira, 23. Caso os deputados derrubem o veto do governador, é provável que a palavra final seja dada mais uma vez pelo Poder Judiciário.
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