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Escrito por Neo Mondo | 4 de setembro de 2025
Tuíre Kayapó durante o Acampamento Terra Livre de 2017, em Brasília - Foto: Mídia NINJA/Mobilização Nacional Indígena
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Pré-lançamento do documentário exalta a liderança de Tuíre Kayapó e o protagonismo feminino na proteção da Amazônia, em iniciativa da Conservação Internacional e do Grupo L’Oréal no Brasil
A Conservação Internacional (CI-Brasil) e o Grupo L’Oréal no Brasil promoveram o pré-lançamento do documentário “Tuíre e a Casa das Mulheres Guerreiras”, uma produção que enaltece a força e a resistência da líder indígena Tuíre Kayapó. A exibição inédita ocorreu durante a Rio Climate Action Week, na sede da companhia, no Rio de Janeiro, no dia 29 de agosto.
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Mais do que uma homenagem, o evento foi um ato de reconhecimento ao papel das mulheres indígenas como guardiãs da floresta e protagonistas de soluções climáticas inclusivas e sustentáveis. Entre os exemplos apresentados, destacou-se o projeto da Casa de Costura das Mulheres Mẽbêngôkre (Kayapó) — fruto da parceria da CI-Brasil com a Associação Floresta Protegida, Instituto Kabu e Instituto Raoni, com apoio do Fundo L’Oréal para Mulheres.
A iniciativa promove autonomia econômica, preserva saberes culturais e fortalece comunidades indígenas na Amazônia. Ao todo, foram entregues 39 casas de costura em aldeias no Sul do Pará e Norte do Mato Grosso, com 123 máquinas adquiridas, 244 mulheres capacitadas e mais de 500 pessoas impactadas diretamente.
“Estes espaços se transformaram em centros de organização política das mulheres dentro das aldeias. Elas estão mais unidas, assumindo a liderança em iniciativas de proteção territorial, resgate de saberes ancestrais e conservação da natureza”, destaca Mayara Ferreira, gerente de projetos da Conservação Internacional.
O ponto alto da programação foi a pré-exibição do documentário. No filme, Tuíre reflete sobre sua trajetória e a força coletiva das mulheres Kayapó.
“As minhas amigas agora vão poder lutar também. Eu vinha lutando sozinha e agora as minhas amigas também podem lutar”, disse Tuíre em entrevista registrada para a produção.
Reconhecida mundialmente pelo ato de resistência em 1989 contra a usina de Belo Monte, Tuíre faleceu em agosto de 2024, vítima de câncer. Seu legado, porém, segue vivo na nova geração, simbolizado pela neta que herdou seu nome e seu espírito guerreiro.
O evento reforçou também o papel estratégico do setor privado como aliado dos povos indígenas e comunidades locais.
“Neste documentário ouvimos a mensagem de uma liderança inspiradora. Apoiar essas mulheres é essencial para transformar realidades e construir um futuro mais justo e sustentável”, afirma Helen Pedroso, diretora de Responsabilidade Corporativa e Direitos Humanos do Grupo L’Oréal no Brasil.

Criado em 2020, o Fundo L’Oréal para Mulheres já impactou mais de 1,2 milhão de mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade no mundo, promovendo educação, inclusão social e combate à violência de gênero.
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