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Escrito por Neo Mondo | 8 de junho de 2018
Harvey foi o primeiro superfuracão da temporada de 2017, a mais intensa de que se tem registro no Caribe em toda a história, com dez furacões. Em 24 de agosto ele se transformou em um furacão de categoria 4, que ficou dias estacionado sobre o Texas e lançou 1.500 milímetros de chuva sobre algumas regiões do Estado em menos de uma semana (para comparação, na cidade de São Paulo chove 1.600 milímetros em um ano).
Para que um ciclone se forme, é preciso que a temperatura da água do mar seja igual ou superior a 26oC. Em agosto de 2017, antes de Harvey nascer, a água do Golfo estava a 30oC, e o teor de calor nos primeiros 160 metros da superfície oceânica era o mais alto da história, afirmam Kevin Trenberth, da Universidade do Colorado, e colegas.
Furacões tiram seu “combustível” da água quente do mar nos trópicos. O ar úmido com a água evaporada forma as nuvens de tempestade que compõem o ciclone tropical. Quanto mais quente a água, maior o poder de um furacão. Daí os cientistas acumularem cada vez mais pistas de que o aquecimento global está intimamente ligado à intensidade dessas tormentas.
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