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Escrito por Neo Mondo | 13 de dezembro de 2018
O estudo "Como as empresas vêm contribuindo para o Acordo de Paris" também mostrou que, quando analisadas exclusivamente as empresas brasileiras ou as que dispõem de dados exclusivos sobre as emissões no país, houve uma queda em 2016 de 33% em relação ao ano anterior. Em 2017, a redução nas emissões foi de 1% em relação a 2016. A crise econômica foi o principal fator que resultou nesse desempenho, mas a despeito dos desinvestimentos da indústria no período, o estudo mostra o engajamento do setor privado no desenvolvimento e na adoção de tecnologias e processos de baixo carbono.
“Os resultados são positivos porque mostram o potencial da inovação tecnológica, além do comprometimento e do protagonismo de parcela significativa das empresas brasileiras no cumprimento da meta brasileira no Acordo de Paris. Mas, se não houver continuidade desses investimentos, parte desse ganho pode ser perdido em um cenário de retomada do crescimento econômico”, observa Marina Grossi, presidente do CEBDS.
Marina Grossi, presidente do CEBDS - Foto: Divulgação
O novo estudo do CEBDS apresentado na COP24 revelou que 57% das empresas analisadas já utilizam um preço interno de carbono entre US$ 1,79 e US$ 175/tCO2e, sendo a média dos valores de US$ 31,46. Além disso, o restante das empresas, em sua maioria, pretende utilizar o preço interno no curtíssimo prazo, dentro de dois anos.
“O estudo evidenciou que os preços internos de carbono das empresas brasileiras possuem um custo consideravelmente menor do que em outros países, que podem chegar a US$ 909/tCO2e. É possível reduzir emissões de GEE a custos menores no Brasil do que em outros países. Isso mostra o nosso potencial de nos tornarmos líderes globais no mercado de carbono”, afirma Ana Carolina Szklo, diretora de Relações Institucionais do CEBDS.
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