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Escrito por Neo Mondo | 8 de junho de 2018
Baleias-jubarte. Foto: Flickr (CC)/Christopher Michel
Mas a saúde dos mares está em risco, enfatizou a dirigente, devido à superexploração de recursos, como a sobrepesca, à poluição e ao aumento da absorção de gás carbônico. “Aquecimento global, acidificação, zonas mortas, proliferação de algas nocivas e degradação do ecossistema são fenômenos que refletem o impacto das atividades humanas no oceano”, afirmou Audrey.
A diretora-geral da UNESCO chamou atenção para a descoberta em 2018 de uma nova zona morta, no Golfo de Omã. A área é maior do que a Escócia e continua se expandindo. O fenômeno ocorre quando a vida marinha sofre um processo de asfixia, com níveis dramaticamente baixos de oxigênio.
Audrey também alertou para o despejo de plástico nos mares. Atualmente, esse tipo de resíduo é lançado no oceano a uma taxa de um caminhão cheio por minuto. São 8 milhões de toneladas pro ano. “Parte desse lixo se concentra em áreas do oceano chamadas de giros, ocasionados pela circulação das correntes oceânicas”, explicou a chefe da agência da ONU.
“Apesar disso, existem soluções para combater tais desastres. Lugares nos quais a destruição foi interrompida voltaram a ter vida. O meio ambiente marinho é capaz de demonstrar resiliência, se nós permitirmos a sua recuperação das pressões antropogênicas, por meio da boa gestão de seus ecossistemas.”
Audrey elogiou a resolução da Assembleia Geral da ONU que proclama a Década das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, em 2021-2030. Aprovada no ano passado, medida visa ampliar investimentos destinados a essa área de pesquisa, que recebe somente 4,5% dos recursos públicos disponibilizados para as ciências naturais.
“Nenhum país sozinho é capaz de mensurar as mudanças que ocorrem no oceano, nem de limpá-lo e protegê-lo. Por meio da cooperação internacional, da transferência de tecnologia e do compartilhamento de conhecimentos, nós podemos ter sucesso no desenvolvimento de políticas favoráveis ao meio ambiente, que promovam o crescimento sustentável com base no oceano”, completou a chefe da UNESCO.
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