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Escrito por Neo Mondo | 10 de maio de 2019
Para Greg Clark, secretário de negócios e energia do Reino Unido, o feito de passar uma semana sem o uso de carvão para geração elétrica desde a Revolução Industrial sinaliza o compromisso britânico com o combate à mudança do clima e pelo crescimento econômico limpo e verde. "Queremos continuar batendo recordes, e é por isso que estruturamos nosso setor de energia renovável para que ele prospere. Estamos agora em um caminho para nos tornarmos a primeira grande economia a promover emissões líquidas zero", aponta Clark.
Assim, o feito obtido pelos britânicos na última semana na geração elétrica livre de carvão representa não apenas um avanço no uso de fontes mais limpas de energia, mas uma mudança de paradigma dentro do modelo industrial do país.
"Para que pudéssemos ter esse desempenho significativo, trabalhamos ativamente com a indústria ao longo dos últimos anos para reduzir a dependência industrial e elétrica com relação ao carvão", ressalta Slye. "Estamos programando o fechamento de usinas de carvão e reduzindo a operação das que se mantêm para dar espaço a fontes mais limpas. As empresas responsáveis pela transmissão também estão investindo na modernização da rede, de maneira a garantir uma operação segura e contínua, sem desperdício energético".
Esse recorde enterra a noção de que os combustíveis mais poluentes são imprescindíveis para a geração elétrica, ressalta Jonathan Marshall, médico e chefe de análise da Energy and Climate Intelligence Unit (ECIU). "Reduzir carbono não reduz a possibilidade de geração elétrica nem a disponibilidade na rede, diferentemente do que alguns analistas mais antiquados temiam. Na verdade, o que estamos vendo é o contrário: a geração elétrica está aumentando e as emissões de carbono, diminuindo".
O ESO se comprometeu a avançar na descarbonização da matriz elétrica britânica, identificando os sistemas, serviços e produtos necessários para operar uma rede de carbono zero e projetar os novos mercados competitivos necessários para obtê-los com mais eficiência. "Acreditamos que promover a concorrência acabará por levar a um melhor valor para os clientes. Os novos produtos e serviços ajudarão a reduzir o custo geral de operação do sistema, reduzindo os custos para os consumidores", conclui Slye.
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