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Escrito por Neo Mondo | 20 de julho de 2018
Dois laboratórios do Butantan estão envolvidos no projeto. O Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas é o responsável pelos estudos relacionados à proteína, que é produzida em grandes quantidades.
A pesquisadora Viviane Maimoni Gonçalves explica que como a Streptococcus pneumoniae é difícil de ser cultivada em laboratório, o gene que codifica a proteína é introduzido em uma outra bactéria, Escherichia coli, para que a produção possa ser realizada.
Já o Laboratório de Bacteriologia é responsável por realizar ensaios com camundongos nesta fase da pesquisa.
“A nova vacina deverá ser mais eficiente do que as disponíveis hoje porque poderá proporcionar uma imunização mais ampla. Hoje todas as vacinas contra o pneumococo disponíveis no mundo são compostas de polissacarídeos (que ficam na superfície das bactérias). O problema é que a bactéria Streptococcus pneumoniae tem uma variação enorme que as vacinas atuais não conseguem abranger”, disse a pesquisadora Eliane Namie Miyajià assessoria de comunicação do Butantan.
A Streptococcus pneumoniae tem 97 sorotipos diferentes e as vacinas existentes protegem contra no máximo 13 sorotipos. Segundo os pesquisadores, a produção das vacinas existentes atualmente envolve conjugar quimicamente a proteína aos diferentes polissacarídeos, um processo complexo e bastante caro.
A nova vacina poderá ser utilizada em forma de pó, o que facilita a logística para as campanhas de vacinação em massa, dispensando, por exemplo, os sistemas de refrigeração.
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