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Escrito por Neo Mondo | 29 de outubro de 2018
Para estruturar a ferramenta, foi usado como base o Programa Formare. Das 46 empresas convidadas, 17 toparam levar adiante o projeto. Em nove delas, verificou-se que o ganho foi superior ou igual ao investimento feito na implantação e manutenção do sistema de desenvolvimento do jovem profissional. A construção do indicador levou em conta os custos evitados nos diversos aspectos que envolvem a contratação de um funcionário: consultoria de RH, treinamento, despesas com anúncio em jornal etc. Também foram analisadas as economias obtidas com a aplicação dos projetos sugeridos pelos aprendizes, item que faz parte do trabalho de conclusão do ciclo de treinamento.
E os resultados surpreenderam. Apenas o ganho anual obtido pela unidade da Maxion Sctructural Components, fabricante de chassis e longarinas automotivos, situada em Cruzeiro, cidade da região do Vale do Paraíba, em São Paulo, chegou a R$ 300 mil. Neste ponto, faz-se necessário ressaltar que se trata somente dos benefícios diretos, sem incluir dividendos intangíveis e importantes em relação à imagem das empresas junto aos stakeholders: funcionários, clientes, acionistas e a comunidade.
Trata-se, sem dúvida, de um valor considerável, também por outro aspecto. Para aderir ao Formare as empresas pagam franquia mensal de R$ 5 mil à Fundação. Por sua vez, os jovens recebem uma ajuda de custo, fixada em meio salário-mínimo, além de usufruírem dos benefícios oferecidos aos demais funcionários, como assistência médica. O resultado positivo verificado não apenas no nível de empregabilidade (cerca de 85% dos jovens são efetivados) está diretamente vinculado ao sistema de ensino dual, copiado do modelo alemão, no qual os jovens aprendizes atuam dentro da empresa a partir de questões práticas.
Ao final do curso, realizado ao longo de quase um ano, no contra turno escolar, cada um deles é instado a desenvolver um Projeto Integrador, no qual sugere medidas e estratégias para resolver um problema vivido pela empresa, notadamente vinculado à redução de custos. Item que sempre soa como boa música aos ouvidos de empresários e executivos, como o CEO da Maxion, Joaquim Borges Rodrigues. “A definição de orçamentos em geral tem sido cada vez mais desafiadora. Por conta disso, é importante entender a viabilidade econômica do investimento social para que possamos alocar recursos adequadamente e garantir a sustentabilidade de programas e iniciativas no longo prazo”, destaca.
A ideia, agora, é oferecer o indicador para outras parceiras da Fundação Iochpe e empresas interessadas em medir o impacto de sua ação social. Afinal, tão importante quanto investir é saber o resultado de cada centavo gasto.
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