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Escrito por Neo Mondo | 5 de outubro de 2018
O pesquisador fala também sobre a influência das características naturais do Pampa na prática desse sistema de criação de animais. “Este bioma favorece a criação de animais soltos por conta da rica biodiversidade de espécies vegetais, além de se mostrar economicamente viável”, completa. “Outro ponto também importante que observamos no estudo é que a pecuária praticada no Pampa além de emitir menos gás metano por causa do bom manejo, ainda acumula carbono. Ao contrário do que diz alguns órgãos internacionais, temos condições de produzir carne carbono neutro”, enfatiza Cardoso.
Carne certificada
Desde 2006, a carne bovina da região conhecida como Pampa Gaúcho da Campanha Meridional teve seu registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Esta região é a única indicação geográfica (IG) das Américas para carne bovina.
Desde esta época, nasceu também a Apropampa, associação de pesquisa formada por produtores rurais, indústria frigorífica, varejo e outros agentes da cadeia de bovinocultura. “A Associação foi criada para preservar e proteger a pecuária de corte produzida aqui”, conta Custódio Magalhães, produtor e presidente da Apropampa.
Com 150 associados, dos quais 100 possuem certificação, a expectativa hoje é de que haja uma produção de 50 mil cabeças ao ano, sendo deste montante 12 mil para exportação. “Nosso maior desafio hoje é fazer com que a indústria enxergue valor no nosso produto”, diz Magalhães. “O que queremos é que a carne que produzimos aqui seja fomentadora do desenvolvimento da região”, finaliza.
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