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Escrito por Neo Mondo | 5 de novembro de 2018
O programa funciona da seguinte forma: o primeiro passo é o cadastro. A partir daí, cada item entregue (que pode ser latas de alumínio, embalagens de papelão ou garrafas de vidro) vai gerando pontos que são acumulados numa espécie de conta corrente. O resgate se dá a partir de uma lista de produtos e serviços: 10 mil pontos rendem a inscrição num curso de manicure.
Desde seu início, em 2017, no bairro do Capão Redondo, na Zona Sul, o programa já permitiu o recolhimento e a destinação correta de 92 toneladas de resíduos, encaminhados para cooperativas que atuam na região. Esse processo beneficiou 1,2 mil famílias. Outro dividendo do projeto é ganho de eficiência das cooperativas, que chega a 30%. O montante se refere à produtividade advinda do recebimento de material já classificado e separado, evitando sua passagem pela esteira de separação.
De acordo com a executiva, a ideia é levar a Casa SO+MA para outras cidades de todo o Brasil. O ritmo da expansão, no entanto, depende de inúmeras variáveis que vão além da vontade e dos recursos disponíveis no caixa da fabricante de bebidas. Isso porque, para instalar os contêineres onde são armazenados os resíduos, é necessária a autorização do poder público.
O projeto está inserido dentro do pilar de redução das emissões de dióxido de carbono dentro da cadeia de atuação da gigante holandesa de bebidas. Apesar de provocar um impacto limitado, sua importância e capacidade de escala podem ser medidos a partir de alguns números: o Brasil, são produzidos cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos por ano. Deste montante, menos de 5% vão para a reciclagem.
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