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Escrito por Neo Mondo | 19 de novembro de 2025
O futuro não se espera — se projeta, se desenha, se cultiva - Da esquerda para a direita: Ryan James Kemp, Pedro Del Priore, Paulo Martinez e Marcos Brabo, sócios da DIVA - Foto: Lana Pinho/Divulgação
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
No Dalva & Dito, entre sabores do Brasil e conversas sobre o futuro, testemunhei o renascimento de uma empresa que aposta em regeneração, estratégia e propósito como caminhos inevitáveis para prosperar na próxima década
Eu não sei você, mas existem momentos em que a gente sente — física e emocionalmente — que está testemunhando algo importante, algo que vai reverberar muito além daquela mesa, daquela sala, daquele instante. E foi exatamente essa sensação que me atravessou quando participei do lançamento da nova fase da Consultoria DIVA, do Grupo Ginga, em um encontro intimista para um grupo seleto de jornalistas no Dalva & Dito, o templo gastronômico do chef Alex Atala.
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Sabe aquela mistura deliciosa entre entusiasmo, surpresa e aquele friozinho na barriga típico de quando o futuro bate à porta? Pois é. Foi assim.
Enquanto pratos exuberantes saíam da cozinha — cada um carregando a assinatura de um Brasil profundo e sofisticado — o assunto na mesa era outro tipo de criação: cenários futuros, cultura regenerativa, inovação, foresight e o papel das marcas numa sociedade em transformação acelerada.
E então a DIVA entrou.
A consultoria, que já vinha construindo um histórico sólido desde 2017, anunciou com brilho nos olhos (e números muito concretos) a entrada numa nova fase:
um investimento de R$ 2,5 milhões para se reposicionar como uma consultoria de foresight e design de futuros.
Respirei fundo. É raro ver empresas no Brasil enxergando o futuro não como uma ameaça, mas como um território fértil — algo a ser cultivado, prototipado, cuidado.
E é exatamente isso que a DIVA quer fazer.
Com a metodologia proprietária FutureKind®, a consultoria passa a trabalhar não só com estratégia, mas com antecipação, adaptabilidade e regeneração — ajudando marcas a deixarem o modo reativo e assumirem o protagonismo na criação do futuro que desejam habitar.
E olha… isso faz uma diferença gigantesca.
Num mundo onde as crises ambientais, sociais e tecnológicas se entrelaçam, pensar o futuro virou sobrevivência. Mas construí-lo com intenção virou arte. A DIVA quer ensinar essa arte.
Uma das frases mais potentes do jantar veio de Pedro del Priore, CEO da Ginga:
“Propósito e lucro não são forças opostas. São a mesma estratégia.”
Essa frase ficou ecoando em mim, porque sintetiza a virada de chave que o Brasil — e o mundo — precisa fazer. Não dá mais para separar sustentabilidade do negócio. Não dá para separar futuro de presente. Não dá para separar impacto de estratégia.
Pedro continuou:
“A nova DIVA é uma aposta em valor de longo prazo para negócios, cultura e meio ambiente.”
E naquele instante, entre um pirarucu impecável e uma conversa sobre COP30, eu entendi:
eles não estão vendendo consultoria — estão vendendo novo sentido para as marcas.
Outro ponto que me tocou profundamente foi o enfoque regenerativo.
Não estamos falando de ESG de “pintura verde”.
Estamos falando de:
É como se a DIVA dissesse:
“Vamos parar de remendar o mundo. Vamos redesenhar o mundo.”
E aí entra um personagem que elevou o lançamento a outro patamar:
Ryan James Kamp, futurista global, palestrante TEDx, estudioso de sistemas complexos e design regenerativo — agora sócio da DIVA.
Quando ouvi Ryan falar, senti que estava diante de alguém que já vive no tempo seguinte.
Ele disse:
“Mais do que otimizar o que já existe, precisamos repensar a intenção dos sistemas que criamos.”
Foi o tipo de frase que faz a gente ajeitar a coluna na cadeira.
A presença de Ryan traz musculatura internacional e um olhar sistêmico precioso — exatamente o que o Brasil precisa neste momento de ascensão da pauta climática e de biodiversidade, com a COP30 já nos seus momentos finais.
É aqui que a história fica ainda mais interessante.
A consultoria projeta:
Ambicioso? Sim.
Viável? Completamente.
Necessário? Urgente.
O que a DIVA oferece — e isso ficou muito claro no encontro — é algo que o mercado ainda não entendeu totalmente que precisa.
Mas vai precisar. E muito.
A verdade é que, quando deixei o restaurante, ainda sentia o aroma da cozinha do Atala misturado com as ideias de foresight e regeneração. Um Brasil plural, potente e profundamente sofisticado se materializando numa noite de conversa.
E senti orgulho.
Orgulho de estar ali, representando o Neo Mondo, testemunhando uma empresa brasileira ousando disputar o futuro — e não apenas reagir a ele.
A DIVA não está apenas lançando uma nova fase.
Está lançando uma provocação.
Uma promessa.
Uma visão generosa de futuro.
Um futuro onde negócios, cultura e meio ambiente caminham juntos.
Um futuro onde as marcas são mais gentis, mais humanas, mais conscientes.
Um futuro que começa agora — e começou ali, diante de mim, no Dalva & Dito.
E quer saber?
Eu precisava contar essa história.
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