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MIS recebe arte e ativismo ambiental de Thiago Cóstackz

Escrito por Neo Mondo | 25 de fevereiro de 2020

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Mar de Plástico - Foto: Thiago Cóstackz, Lucas Manhani e Patrícia Alves em parceria com Fujocka Creative Images

POR - CLARA COMUNICAÇÃO / NEO MONDO

 
Artista multimídia lança novo livro, documentário e exposição com instalações, esculturas e fotografias, todo o conjunto produzido dentro do projeto S.O.S Terra, que realiza expedições ao redor do planeta; abertura acontece no dia 09 de março, a partir das 18h
  De 09 a 18 de março, o MIS recebe obras do artista e ativista ambiental Thiago Cóstackz, que lança o livro “Tupiland goes to Greenland”, em edição bilíngue; o documentário “A Terra de Frente”; e 25 obras entre instalações, esculturas, fotografias e músicas, como parte do projeto S.O.S Terra. Idealizado por Cóstackz há 12 anos, o S.O.S Terra é uma ambiciosa iniciativa, que entrelaça arte multimídia e ações ambientais, já realizadas em três continentes, com mais de 100 mil quilômetros percorridos pelo artista e sua equipe em grandes cidades e lugares ameaçados ao redor do planeta. O resultado são trabalhos ousados, inovadores e sustentáveis, que se utilizam de diversas linguagens artísticas para expressar urgências de um tempo.  As obras que estarão no MIS Com 107 páginas, edição bilíngue, capa dura e impresso de forma sustentável, o livro “Tupiland goes to Greenland” teve lançamento prévio no final do ano em instituições americanas, como a Universidade de Columbia e a Universidade de Nova York. Agora, será distribuído ao público durante o lançamento até o final da exposição no MIS. Por meio de imagens, poesias e textos científicos, a obra relata a mais recente expedição do S.O.S Terra realizada à Groenlândia e Amazônia, e reflete sobre a atual situação do planeta. O projeto gráfico foi feito pelas Irmãs de Criação.  Além da troca cultural promovida por Cóstackz, que levou em suas performances elementos da Amazônia para o Ártico e vice-versa, o título do livro se refere ao fato da devastação ambiental ignorar fronteiras, como as queimadas na Amazônia, por exemplo, afetando até mesmo o degelo e o escurecimento da Grande Capa da Groenlândia, a segunda maior massa de gelo da terra.  O livro também estará disponível para download gratuito em www.costackz.com/sosterra
Jaguar Man in Greenland II - Foto: Thiago Cóstackz, Lucas Manhani e Patrícia Alves em parceria com Fujocka Creative Images
 Já o documentário “A Terra de Frente”, dirigido pelo multiartista, com uma hora de duração, traz imagens de locais em risco por mudanças climáticas, na Islândia, Groenlândia e Amazônia brasileira, e o processo de montagem das instalações e performances realizadas por Cóstackz nestas regiões. O filme intercala ainda entrevistas com cientistas brasileiros e europeus, além de participações da líder indígena Sônia Guajajara, da ativista Céline Cousteau, e o pajé Bire Huni Kuin, da etnia Kaxinawa, do Acre. A trilha sonora é assinada pelo duo musical C2H, que Cóstackz integra com o músico islandês Hjörvar Hjörleifsson. A montagem e a finalização foram feitas pela agência Younik. O filme ficará em cartaz no MIS até 18 de março. Na exposição, o artista funde elementos pop e míticos em um conjunto de fotografias, instalações e esculturas. Entre os destaques estão a peculiar escultura “Cactus on Ice”, feita em acrílico translúcido reciclável; “Trash Coral”, esculturas minimalistas de porcelana, que alertam para o lixo plástico nos oceanos e para o branqueamento e morte dos corais; e a escultura de aço reutilizado, “Silver Bird”.  “Mas a mais polêmica talvez seja “Made in Brazil 2019”, que alude diretamente aos tempos bélicos e de autoextermínio que vivemos hoje”, afirma Cóstackz. Em fotografia, são cerca de 15 imagens entre paisagens, trabalhos de body art e performances de Cóstackz, como “The Great Tupi Mother on Ice”, quando realizou uma dança performática sobre um iceberg no Oceano Glacial Ártico; ou em visita a uma tribo Tuiúca, na Floresta Amazônica,  executando uma dança cerimonial com os índios da aldeia (performance “The Great Artic Mother in Amazon”). Outros destaques são “Jaguar in Arctic”, “Plastic” e “Morte no Mar Negro”. Ativismo nas artes Thiago Cóstackz não poderia estar mais conectado a seu tempo do que agora. Impactos ambientais são uma prioridade em todos os seus trabalhos desde o início da carreira, há quinze anos, antes da tendência se consolidar em grandes eventos e importantes galerias de arte pelo mundo. “A arte não nasce para ser ativista, mas se podemos usar o seu poder instigador para provocar acerca dos muitos problemas ambientais, por que não fazê-lo?”, afirma Cóstackz. E complementa: “Artistas geralmente produzem obras que de alguma forma representam o espírito de seu tempo, portanto, sou apenas um artista lendo meu tempo e colocando um espelho diante dele”.  Projeto S.O.S Terra completa 12 anos O S.O.S Terra nasceu em 2008 com o objetivo de colocar a arte a serviço da ciência e da conscientização ambiental, quando tal associação ainda poderia causar susto ou desdém entre círculos mais conservadores. O tema sempre mobilizou Cóstackz, que mesmo em obras como a pintura, utiliza tintas à base de água, argilas naturais, além de reaproveitar o que é considerado lixo, garimpando materiais em locais como o centro de São Paulo. A primeira expedição internacional do S.O.S Terra “Para que o mundo não acabe” aconteceu em 2013 e percorreu 10 lugares ameaçados, instalando obras de arte que chamavam a atenção para a necessidade de mudar hábitos nocivos ao planeta. A expedição passou pelo Brasil, América do Norte, Rússia e países da Europa. A mais recente, batizada de “Tupiland goes to Greenland” aconteceu em 2018 e seguiu pela Groenlândia, Islândia, Dinamarca, além da Amazônia, com intervenções artísticas, performances e entrevistas com cientistas e especialistas em mudanças climáticas.
 Tupi Mother Goes To Greenland - Foto: Thiago Cóstackz, Lucas Manhani e Patrícia Alves em parceria com Fujocka Creative Images
Sobre o artista Nascido em Natal (RN), Thiago Cóstackz, 35, é ativista desde os 10 anos de idade e vive há 13 anos em São Paulo. Sua arte, vigorosa em permanente evolução, manifesta-se em múltiplas linguagens e suportes, do body art a performances, da pintura a intervenções urbanas de enormes dimensões e da fotografia ao audiovisual. Já apresentou mostras inspiradas em obras de Franz Kafka, Dostoievski, Darwin, Stephen Hawking, entre outros, além de ter realizado uma intervenção invocando questões ambientais e de Direitos Humanos no aclamado show The Wall, de Roger Waters (ex-Pink Floyd), em 2012, a convite do músico. (veja mais em https://www.thiagocostackz.com). Ações educativas: das escolas públicas de São Paulo a estudantes no exterior Outra frente na qual Cóstackz atua é a educação. No último ano falou para cerca de oito mil estudantes de São Paulo, especialmente em escolas públicas.  Em outubro do ano passado, Cóstackz foi a Nova York para lançar o livro e realizar uma exposição no BEA – Brazilian Endowment of the Arts, e a história se repetiu com estudantes locais, com a realização de palestras e exposição na Universidade de Columbia, Universidade de Nova York e La Guardia College University.  O Projeto S.O.S é patrocinado pela empresa Air Liquide,  por meio do PROAC - Governo do Estado de São Paulo e Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, e pelo Aplicativo Rhapidus.  Thiago Cóstackz e S.O.S Terra no MIS Abertura: 09 de março, às 18h Aberto à visitação até 18 de março Horários: de terça a sábado, das 10h às 20h; domingo, das 10h às 20h Lançamento do livro “Tupiland goes to Greenland” Lançamento do documentário “A Terra de frente” Exposição de fotos, esculturas e instalações Evento gratuito MIS – Av. Europa, 158 – Jardim Europa – São Paulo - SP
Traficado - Foto:Thiago Cóstackz, Lucas Manhani e Patrícia Alves em parceria com Fujocka Creative Images

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