Destaques Emergência Climática Saúde Segurança Sustentabilidade
Escrito por Neo Mondo | 10 de dezembro de 2018
O relatório apresenta 17 estudos científicos revisados por pares (peer review) sobre clima extremo em seis continentes e dois oceanos em 2017, resultado de uma pesquisa que mobilizou 120 cientistas em dez países e que analisou observações históricas e simulações de modelo para determinar se e o quanto a mudança do clima influenciou eventos extremos em particular.
Para Martin Hoerling, meteorologista da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês) e editor especial do BAMS, as análises reforçam que os eventos climáticos extremos estão intimamente conectados.
"Esses estudos confirmam predições do primeiro relatório do IPCC [Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima] de 1990, que previa mudanças radicais no padrão climático observado no século XX", diz Hoerling. "A evidência científica apoia com confiança que a atividade humana está influenciando uma variedade de eventos extremos atualmente, com grandes impactos econômicos ao redor do mundo".
Os eventos climáticos extremos estudados nas sete edições do relatório foram selecionados pelos pesquisadores e não representam uma análise abrangente de todos eventos durante esse período. Cerca de 70% dos 146 resultados de pesquisa publicados nesta série identificaram uma ligação substancial entre um evento extremo e a mudança do clima.
Nesta edição, o relatório também traz a contribuição de gestores e planejadores em vários setores da sociedade sobre o uso da ciência de atribuição na preparação para futuros riscos climáticos, especialmente para gerenciamento de sistemas de armazenamento de água, planejamento para aumento do nível do mar, e atribuição de responsabilidade legal pós-eventos extremos.
Essas perspectivas ressaltam a necessidade de os cientistas do clima trabalharem com os tomadores de decisão para identificar os efeitos da mudança do clima sobre questões relevantes no dia-a-dia para as comunidades, as empresas e o poder público.
"Há uma década, estávamos focados em eventos extremos de escala continental e de meses", disse Rosenfeld. "Hoje, os pesquisadores estão buscando mais riscos locais, como ondas de calor, risco de incêndio e inundações em escalas de alguns dias, para identificar áreas de impacto extremo. Em dez anos, o foco da pesquisa evoluiu o suficiente para abordar um escopo mais amplo dos desafios sociais".
O relatório está disponível AQUI.
Abaixo, algumas das principais conclusões do relatório Explaining Extreme Events in 2017 from a Climate Perspective:
A onça-pintada que voltou às nuvens
Heineken e SOS Mata Atlântica reforçam parceria pela recuperação do Rio Pinheiros
INSIDER transforma borra de café em material alternativo ao couro