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Escrito por Neo Mondo | 2 de setembro de 2019

Iniciativa do Observatório do Clima, o MapBiomas reúne duas dezenas de ONGs, universidades e empresas de tecnologia para mapear todas as mudanças de uso e cobertura do solo ocorridas no Brasil desde o ano da redemocratização. Cada pedaço de 30m x 30m do território nacional tem sua história contada por imagens de satélite.
As florestas do Brasil recuaram de 587 milhões de hectares em 1985 para 505 milhões no ano passado. Mais de metade dessa perda – 47 milhões de hectares – ocorreu na Amazônia. A vegetação não-florestal, como campos naturais e mangues, recuou de 71 milhões para 64 milhões de hectares. Já a agropecuária cresceu de 174 milhões de hectares para 260 milhões. Hoje o Brasil ocupa com lavoura e pastagem uma área quase equivalente a todo o território da Argentina (incluindo desertos, montanhas e geleiras). Há quem ache que é pouco.
“Quando somado às queimadas, o desmatamento gera maior emissão de gases de efeito estufa na atmosfera e diminui o sequestro de carbono, fundamental para reduzir a concentração destes gases na atmosfera e sem o qual não será possível limitar o aquecimento global abaixo de 2oC”, afirmou Tasso Azevedo, coordenador técnico do OC e do MapBiomas.
O MapBiomas também vem mapeando mudanças no modo de produzir no Brasil., nota, por exemplo, que a área de pastagens parou de crescer no país por volta de 2005 e vem caindo nos últimos anos. “Isso se deve à expansão da agricultura sobre áreas de pastagem”, afirma Azevedo. Ou seja, a produtividade da pecuária em algumas regiões aumentou.
O surto de construção de hidrelétricas também fez com que aumentasse a área do Brasil ocupada por corpos d’água – em 3 milhões de hectares. A área com mineração mais do que triplicou, assim como a infraestrutura urbana.
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