Escrito por Neo Mondo | 29 de novembro de 2017
POR - DEUTSCHE WELLE
Quase 2 milhões de crianças e adolescentes brasileiros trabalhavam em 2016, segundo dados do IBGE. Dos trabalhadores de até 13 anos de idade, maioria não era remunerada
A região com maior proporção de trabalho infantil entre crianças de cinco a 13 anos de idade foi a Norte
Remuneração e jornada
Dentre aos trabalhadores de cinco a 13 anos de idade, apenas 26% eram remunerados. Já no grupo de 14 a 17 anos, esse percentual era de 78,2%. Enquanto 66% do grupo de 14 a 17 estavam ocupados na condição de empregado, 73% das crianças de cinco a 13 anos eram trabalhadores familiares auxiliares.
Dentre os ocupados de 14 e 15 anos de idade na posição de empregado, 89,5% não tinham carteira de trabalho assinada. Entre os jovens empregados de 16 e 17 anos, o percentual dos que tinham registro em carteira foi de 29,2% em 2016.
A agricultura era a principal atividade das crianças trabalhadoras de cinco a 13 anos (47,6%). Já para os ocupados de 14 a 17 anos, a principal atividade era o comércio (27,2%).
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido de todos os trabalhos pelas pessoas de cinco a 17 anos de idade, com rendimento de trabalho em 2016, foi estimado em 514 reais. O número de horas trabalhadas na semana de referência foi de oito horas, em média, para os menores jovens de cinco a nove anos, e de 28,4 horas, em média, para os de 16 e 17 anos.
A região com maior proporção de trabalho infantil entre crianças de cinco a 13 anos de idade foi a Norte, com nível de ocupação deste grupo de 1,5% (aproximadamente 47 mil), seguida pelo Nordeste, com 1% (cerca de 79 mil). Já o trabalho entre os adolescentes de 14 a 17 anos foi proporcionalmente maior na região Sul, com 16,6% no nível de ocupação.
Do total de crianças e adolescentes que estavam no mercado de trabalho em 2016, 34,7% eram mulheres, e 65,3% eram homens.
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