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Causa animal também é ESG: 4 formas de incluir o bem-estar das espécies na agenda corporativa

Escrito por Neo Mondo | 29 de agosto de 2025

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ESG e a causa animal: um elo que transforma - Imagem gerada por IA - Foto: Ilustrativa/Divulgação

POR - REDAÇÃO NEO MONDO

Programas de voluntariado, consultoria especializada e apoio a eventos de adoção são algumas das ações que podem ser implementadas

O conceito ESG vem ganhando força entre as empresas brasileiras. Levantamento da Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio) mostra que 71% das empresas já implementaram ou iniciaram iniciativas ESG.

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Apesar disso, a causa animal ainda é pouco lembrada dentro dessa agenda. Proteger e promover o bem-estar dos animais também é uma forma concreta de gerar impacto socioambiental positivo.

“Estamos diante de um novo paradigma em que inovação e impacto caminham juntos. Empresas que integram a causa animal às suas estratégias ESG não apenas cumprem uma responsabilidade ética, mas também criam valor tangível para colaboradores, consumidores e investidores”, afirma Juliana Camargo, presidente e fundadora do Instituto Ampara Animal, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) sem fins lucrativos que se tornou uma das maiores referências no Brasil em proteção animal e conservação da biodiversidade.

Com base na atuação do Instituto e nas demandas corporativas mais frequentes, Juliana Camargo elenca algumas formas práticas de integrar a causa animal à agenda ESG. Confira:

1 – Programas de voluntariado corporativo (pilar social)
As empresas podem criar oportunidades para que seus colaboradores atuem como voluntários em ações voltadas ao cuidado com a fauna. Atividades como enriquecimento ambiental em mantenedores de animais silvestres, plantio de árvores e apoio logístico em centros de proteção são formas eficazes de engajar o time com causas sociais relevantes.

2 – Consultoria especializada em bem-estar animal (pilar socioambiental)
Organizações que desejam incorporar o bem-estar animal às suas diretrizes ESG podem contar com consultorias especializadas para estruturar políticas internas alinhadas a esse propósito. Isso inclui práticas corporativas relacionadas ao uso ético de animais em campanhas, incentivo a ações educativas para colaboradores, desenvolvimento de treinamentos e integração de valores socioambientais à cultura organizacional.

3 – Eventos de adoção e apoio a protetores (pilar social)
Promover eventos de adoção responsável, em parceria com abrigos e protetores locais, é uma maneira de estimular o engajamento da comunidade e fortalecer redes de proteção animal. Essa iniciativa também contribui para reduzir o número de animais em situação de vulnerabilidade.

4 – Mutirões de castração por meio de parcerias estratégicas (pilar socioambiental)
Investir ou apoiar financeiramente mutirões de castração é uma forma concreta de atuar no controle populacional ético de cães e gatos. Essa ação tem impactos diretos na saúde pública, no equilíbrio ambiental e na diminuição do abandono.

“Quando a empresa decide inovar olhando para a causa animal, ela deixa de enxergar o ESG como um checklist e passa a encarar a biodiversidade como ativo estratégico. Os resultados aparecem em reputação, atração de talentos, acesso a capital e, principalmente, na construção de um futuro que garanta o equilíbrio e a convivência entre humanos e fauna”, finaliza a fundadora do Instituto.

foto de juliana camargo, fundadora do instituto ampara animal
Juliana Camargo - Foto: Divulgação

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