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Escrito por Neo Mondo | 12 de dezembro de 2017
POR - AGÊNCIA BRASIL / NEO MONDO

Moradia
Segundo o estudo, mais de 15% das crianças e adolescentes do Brasil vivem em favelas, sendo as regiões Norte e Nordeste os casos mais graves com, respectivamente, 24,7% e 19,6% de sua população de 0 a 17 anos morando nessa condição. “A gente tende a achar que moradias em condições inadequadas estão mais presentes na Região Sudeste, mas na verdade não. Na Região Norte temos também um número muito significativo de favelas. Isso evidencia, além das diferenças regionais, uma diferença de classes sociais e a presença muito forte de crianças e adolescentes nessas comunidades”.
O ODS 11 estabelece que, até 2030, os países devem garantir o acesso de todos a uma habitação segura, adequada, a preço acessível, serviços básicos e melhoria das favelas. Também determina o acesso a sistemas seguros e acessíveis de transporte e o acesso universal a espaços públicos verdes, seguros, inclusivos e acessíveis, particularmente para as mulheres e crianças, pessoas idosas e pessoas com deficiência.
“Devemos reconhecer que o Brasil dispõe de uma legislação urbanística bastante desenvolvida e avançada, que pode potencializar o alcance do ODS 11. Contudo, há que se considerar que planejamento e capacidade política e institucional são pré-condições para que tais diretrizes e metas se concretizem, especialmente sob a égide da intersetorialidade das políticas públicas”, mostra o estudo da Abrinq.
Outro desafio apontado pela Fundação Abrinq no cumprimento desse ODS é a baixa presença de centros culturais no país, uma vez que apenas 37% dos municípios brasileiros registram esse tipo de equipamento. Os equipamentos abrangem bibliotecas, salas de exposição, salas de cinema, teatros, anfiteatros e outros.
Violência
Quanto ao ODS 16, que se refere à Paz, Justiça e Instituições Eficazes, o estudo constatou que o Brasil é o terceiro país mais violento para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em uma lista de 85 nações. “A mesma violência que leva uma criança a ser assassinada é a que leva essas crianças e adolescentes a cometerem assassinatos. Temos um envolvimento na violência cada vez mais precoce na vida das pessoas, e isso também está muito ligado às vulnerabilidades sociais. As áreas mais violentas estão nas periferias dos grandes centros, que têm as piores condições de vida”, diz a diretora da Abrinq.
O estudo também aponta desafios para a redução de todas as formas de violência, a garantia de igualdade no acesso à Justiça e o fornecimento do Registro Civil para todos. “Para o alcance das metas, preocupa o fato de as crianças e adolescentes serem altamente vulneráveis nessas situações, além do aumento do número de homicídios da população de 0 a 19 anos – uma estatística que praticamente dobrou (de 5 mil para 11,1 mil casos ao ano) entre 1990 e 2014”, acrescenta a pesquisa.
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