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Escrito por Neo Mondo | 27 de setembro de 2017
Anteriormente, segundo o Inpe, o número de raios era calculado com base nos dados de satélites, que apresentavam restrições devido à amostragem temporal, uma vez que os equipamentos não eram geoestacionários; à eficiência de detecção, que depende do tipo de tempestade; e à discriminação entre as descargas que atingem o solo e aquelas que ficam dentro das nuvens.
Levantamento feito pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe) revela que o Brasil teve, em média, nos últimos seis anos, 77,8 milhões de raios por ano. Com um índice de 44,32 raios por quilômetro quadrado ao ano, a cidade paraense de Santa Maria das Barreiras tem a maior densidade de raios do país.
De acordo com o Inpe, o ano de 2012 foi o campeão em registros de raios em todo o período analisado, com um total de 94,3 milhões de descargas. Segundo o órgão, o fenômeno La Niña, que provocou o aumento da incidência de raios na região Norte do país, foi o responsável pelo recorde.
No ano seguinte, em 2013, foram detectados 92 milhões de raios; mais 62,9 milhões, em 2014; e 68,6 milhões em 2015, quando o El Niño aumentou a incidência de raios na Região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Segundo o levantamento, o estado do Tocantins tem a maior densidade de raios por quilômetro quadrado entre as unidades da Federação, com índice de 17,1 ao todo. Ele é seguido pelo Amazonas (15,8), Acre (15,8), Maranhão (13,3), Pará (12,4), por Rondônia (11,4), Mato Grosso (11,1), Roraima (7,9), Piauí (7,7) e São Paulo (5,2).
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