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Escrito por Neo Mondo | 25 de maio de 2018
As dez famílias são de Portugal, Alemanha, França, Itália, Romênia, Quênia e Fiji. A elas se juntou a associação de jovens sami Sáminuorra, da Suécia.
Os sami são povos indígenas do norte da Europa e impetraram a ação porque as consequências da mudança do clima “ameaçam a sobrevivência de toda a cultura sami”. Muitos sami são pastores de renas, uma atividade que está ameaçada pela falta de comida e por condições meteorológicas ruins.
“Nós não conseguimos enxergar um futuro; nossa cultura e nosso futuro serão perdidos”, disse Sanna Vannar, presidente da Sáminuorra. “Não conseguimos achar comida no inverno. Queremos que [a UE] entenda que isso é um problema.”
A petição afirma que a meta de 2030 da UE não supre a necessidade das famílias de evitar a mudança climática perigosa e não basta para proteger seus direitos à vida, saúde, emprego e prosperidade.
Eles estão pedindo que a Corte Geral Europeia exija que as instituições legislativas do bloco adotem medidas mais rígidas contra a mudança climática e também que considerem o fenômeno uma questão de direitos humanos. “Agir cedo e agir agora é essencial”, disse Roda Verheyen, representante legal das famílias.
“A UE pode e deve fazer mais”, disse Wendel Trio, diretor da Climate Action Network, um grupo de ONGs ambientalistas que apoia a ação, sugerindo que uma redução de 60% nas emissões em 2030 é factível. “O impacto atual da mudança climática é uma violação do direito à vida. A UE não está fazendo o que pode fazer.
Ações judiciais sobre mudanças climáticas estão ficando cada vez mais comuns. Em 2015, o governo da Holanda foi processado pela ONG Urgenda e um grupo de 900 cidadãos. O tribunal acolheu a petição e ordenou ao governo holandês que ajustasse sua meta de emissões para 2020, considerando-a insuficiente para contribuir com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 2oC. Um recurso do governo deve ser apresentado na segunda-feira em Haia.

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