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Escrito por Neo Mondo | 19 de agosto de 2025
Grupo Marista - ação voluntária que inspira - Foto: Ilustrativa/Freepik
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Uma ação voluntária que antecipa a regulação e abre caminho para um futuro mais sustentável
O futuro da sustentabilidade não se constrói apenas com leis — ele nasce quando instituições escolhem agir por conta própria, antes mesmo da obrigação legal. Foi o que fez o Grupo Marista, que em 2024 concluiu seu primeiro inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE), um marco na sua trajetória rumo a uma gestão ambiental mais madura e eficiente.
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Mesmo não sendo uma empresa de capital aberto — e, portanto, livre da exigência imediata da Resolução CVM nº 193/2023, que obrigará relatórios climáticos a partir de 2026 —, o Grupo decidiu se antecipar. A escolha é clara: assumir responsabilidades agora, alinhando sua estratégia ESG a um cenário em que a transparência e a consistência ambiental já são diferenciais de confiança e reputação.
Realizar um inventário de GEE é como olhar no espelho: só ao identificar onde estão os impactos é possível planejar a mudança. O levantamento mensura:
Em seu primeiro diagnóstico, o Grupo Marista contabilizou mais de 5 mil toneladas de CO₂ equivalente em 2024. Desse total, 65% vieram de fontes diretas (hospitais, frota de veículos e atividades agrícolas) e 35% do consumo de energia elétrica.
Para o especialista em ESG do Grupo, Rafael Riva Finatti, o inventário é mais do que um relatório:
“Ao identificar nossas fontes de emissão e mensurar dados com precisão, conseguimos estabelecer metas reais de redução e fortalecer a gestão ambiental da instituição. Sem diagnóstico, não há controle, e sem controle, não há gestão.”
A primeira meta já está traçada: redução de 5% nas emissões no primeiro ano. E o horizonte vai além — a partir de 2026, a instituição pretende adotar sistemas digitais de monitoramento contínuo e automação para tornar a gestão climática mais eficiente.

O impacto vai além dos números. Inventários como esse constroem reputação, fortalecem a relação com parceiros e abrem portas para financiamentos em um mercado que valoriza cada vez mais organizações comprometidas com a agenda ESG.
No caso do Grupo Marista — que reúne a PUCPR, a FTD Educação e os hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru —, o movimento também simboliza o amadurecimento do pilar ambiental, somando-se aos já consolidados pilares social e de governança.
Com esse inventário, o Grupo Marista mostra que a transição climática não precisa esperar pelo marco regulatório. Ela pode — e deve — começar antes, como uma escolha ética, estratégica e alinhada ao futuro que queremos.
Como resume Finatti:
“Com esse inventário, damos um passo importante na nossa estratégia de sustentabilidade e reafirmamos o compromisso com uma atuação responsável, alinhada ao futuro que queremos construir.”
Mais do que um documento técnico, o inventário é uma bússola. Ele aponta caminhos, revela responsabilidades e, sobretudo, demonstra que a transformação climática se faz com decisão e coragem — como a que o Grupo Marista escolheu tomar.
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