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HEINEKEN Spin: impacto em movimento

Escrito por Neo Mondo | 26 de junho de 2025

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HEINEKEN Spin, ecossistema de negócios de impacto do Grupo HEINEKEN - Imagem gerada por IA - Foto: Divulgação

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

Ecossistema de negócios do Grupo HEINEKEN completa um ano com resultados sólidos e visão transformadora para o setor

Em uma era em que empresas precisam repensar seus papéis diante da crise climática, o Grupo HEINEKEN dá um passo à frente com o HEINEKEN Spin — seu ecossistema de negócios de impacto que, ao completar um ano, já movimenta números expressivos: R$ 256 milhões em faturamento, novas frentes de inovação e um modelo regenerativo que está redesenhando o futuro da companhia no Brasil.

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Desenvolvido com foco em soluções sistêmicas, o Spin se ancora em quatro pilares estratégicos: agricultura regenerativa, circularidade, marcas de impacto e energia renovável. A proposta vai além da sustentabilidade convencional — é um convite à transformação da indústria a partir de práticas que unem escala, propósito e rentabilidade.

Plantar limões, colher água

Uma das iniciativas mais simbólicas está em Itu (SP), onde foram plantadas 200 mil mudas nativas da Mata Atlântica em 142 hectares, como parte de um sistema agroflorestal que, nos próximos meses, também incluirá o cultivo de limões. A proposta é tão poética quanto eficaz: regenerar o solo, ampliar a infiltração da água da chuva e garantir segurança hídrica a uma das maiores cervejarias do grupo.

O impacto é tangível: uma economia estimada de R$ 53 milhões em emissões evitadas em 20 anos, e a projeção de R$ 37 milhões em receita até 2030. Com parceria da Rizoma Agro, o projeto também prevê 120 novos postos de trabalho e mais de 800 hectares restaurados em sua maturidade.

foto de pé de limão, remete a matéria HEINEKEN Spin: impacto em movimento
Foto: Ilustrativa/Freepik

Reciclagem como estratégia econômica

Na frente da circularidade, o Spin inaugurou três hubs de reciclagem de vidro (Pernambuco, Bahia e Espírito Santo), e já projeta o quarto em Alagoas. Somados, esses centros processaram o equivalente a mais de 9 milhões de garrafas long neck, atuando junto a 43 cooperativas de recicláveis e superando desafios logísticos em regiões de baixa infraestrutura.

Além disso, a empresa comercializa resíduos industriais como álcool, levedura, malte e embalagens — uma estratégia que transforma passivos em ativos e amplia o valor da cadeia.

Marcas que traduzem um novo consumo

As marcas Praya, Mamba Water e Baer-Mate, hoje integradas à Better Drinks, viram seu volume de produção crescer quatro vezes em um ano, com um salto de 10 mil para mais de 60 mil pontos de venda. A aposta da HEINEKEN no segmento de bebidas funcionais e não alcoólicas sinaliza um movimento estratégico em direção ao mercado “beyond beer”.

Para o segundo semestre de 2025, estão previstos dois novos rótulos e a expansão das vendas para o Nordeste, ampliando o alcance do ecossistema e reforçando a tese de que marcas conscientes estão conquistando o consumidor.

Energia renovável como diferencial competitivo

Com parcerias firmadas com Ultragaz e Raízen Power, o Spin já garantiu 45 mil contratos de energia limpa, o que resultou em R$ 23 milhões em economia de energia desde 2021 para bares, restaurantes e residências que aderiram ao modelo.

O parque eólico da companhia no Ceará, incorporado ao Spin em 2024, já evitou a emissão de 40 mil toneladas de CO₂, além de gerar R$ 6 milhões em economia anual.

Um modelo de futuro que nasce no Brasil

“Nosso objetivo não é crescer a qualquer custo, mas com responsabilidade, incentivando todo o setor a encarar os desafios ambientais com mais seriedade. Sustentabilidade é também sinônimo de competitividade”, afirma Rafael Rizzi, diretor da HEINEKEN Spin.

O que se vê no primeiro ano do ecossistema é mais do que um experimento de impacto — é a materialização de uma visão estratégica que conjuga inovação, regeneração e propósito. E o Brasil, mais uma vez, assume papel de protagonismo ao mostrar que o futuro dos negócios pode (e deve) nascer do diálogo entre empresas, território e sociedade.

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