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Escrito por Neo Mondo | 8 de fevereiro de 2018
POR - ONU / NEO MONDO
A nova lei islandesa exige que todas as empresas e instituições com 25 ou mais funcionários obtenham um certificado de pagamento igualitário. As empresas devem mostrar que classificaram empregos de acordo com o mesmo valor e, posteriormente, que estabeleceram salários igualitários
Reykjavík, capital da Islândia. Foto: Hugi Ólafsson/Flickr/CC
“Esta legislação mostra o papel crítico que os Estados podem e devem desempenhar ao empregar ferramentas inovadoras para garantir que as empresas respeitem os direitos humanos das mulheres”, disseram os especialistas.
“A ação da Islândia está em conformidade com as suas obrigações internacionais em matéria de direitos humanos e os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Negócios e Direitos Humanos. Ela fornece um exemplo concreto do que pode ser alcançado se a vontade política estiver lá.”
Com a sua nova lei, disseram eles, a Islândia “mostra ao resto do mundo o caminho a seguir para a igualdade de gênero”.
As mulheres ganham apenas 77 centavos por cada dólar obtido por homens, de acordo com números globais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da ONU Mulheres. A diferença pode ser muito maior se envolvidas múltiplas formas de discriminação – como raça, religião, idade, se possui ou não filhos, ônus do trabalho não remunerado e a falta de acesso a educação.
O Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos e Negócios está atualmente realizando consultas como parte de um projeto para desenvolver orientações práticas para os Estados e as empresas sobre como proteger e respeitar os direitos das mulheres no trabalho.
O Grupo de Trabalho sobre a Discriminação contra as Mulheres, que visitou a Islândia em 2013, destacou a persistência das disparidades salariais entre homens e mulheres e elogiou a iniciativa de certificação de padrão de igualdade de remuneração, que naquele ano ainda era opcional.

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