Escrito por Neo Mondo | 13 de dezembro de 2017
POR – DEUTSCHE WELLE / NEO MONDO
Ao todo foram geradas 45 milhões de toneladas de resíduo eletrônico, que inclui de celulares a geladeiras, mas apenas 20% foram reciclados. Matérias-primas no valor de 55 bilhões de euros foram parar no lixo
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O estudo prevê que, em 2021, o volume de lixo eletrônico gerado alcançará 52,2 milhões de toneladas. A China foi o país que mais produziu esse tipo de resíduo em 2016, 7,2 milhões de toneladas, seguida pelos Estados Unidos (6,3 milhões de toneladas). Já o Brasil produziu 1,5 milhão de toneladas, sendo o país da América Latina que mais gera esse tipo de lixo.
A Austrália e a Nova Zelândia são os países que mais geraram lixo eletrônico por habitante, cerca de 17,3 quilos. Mas apenas 6% desse volume foi reciclado. A Europa possui a maior taxa de coleta desse material, 35%.
A ONU fez um alerta sobre a situação e pediu que seja ampliada a reciclagem de lixo eletrônico, que representa uma séria ameaça ao meio ambiente e à saúde.
Para diminuir o desperdício, Kuehr sugeriu ainda a criação de um sistema no qual consumidores não adquiram mais produtos, mas apenas os serviços que eles oferecem. Dessa maneira, as empresas continuariam sendo donas dos produtos e forneceriam os reparos necessários. Para o diretor da ONU, esse modelo incentivaria a reciclagem e o descarte correto desses resíduos.
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