Destaques Política Sustentabilidade
Escrito por Neo Mondo | 27 de fevereiro de 2018
POR - AVIV COMUNICAÇÃO / NEO MONDO
Em 2015, o Brasil emitiu 364 milhões de toneladas de CO2 neste setor - enquanto os demais países analisados capturaram milhões de toneladas deste gás da atmosfera


A questão da comparabilidade dos dados é fundamental para a descarbonização da economia global, como prevê o Acordo de Paris. Ao possibilitar comparações de emissões de uso da terra com projeções, compromissos assumidos e cenários futuros, esta ferramenta do Carbon Tracker favorece o estudo, a pesquisa, colabora com consultores e profissionais envolvidos em atividades florestais e contribui para que a sociedade civil atue de forma mais efetiva junto aos governos para que levem em conta tais efeitos no desenho, implementação e monitoramento das políticas públicas.
O modelo do CTI elucida as métricas de atividade e intensidade que anualmente impulsionam as emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Essas informações serão usadas para acompanhar o progresso da descarbonização à medida que a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) do país comece a ser implementada. O ClimateWorks Tracker atualizado não só fornece esses serviços em relação ao uso da terra, mas também contextualiza as emissões e os sumidouros de carbono resultantes do uso da terra em relação ao setor de energia.
À medida em que emergem estratégias de redução de emissões para meados deste século e outras estratégias de longo prazo, o foco nesses fluxos de carbono se intensificará, com as nações se esforçando para alcançar emissão líquida zero.
O SEEG apresenta os dados em emissões brutas, ou seja, o que o país efetivamente lançou na atmosfera, já que há uma discussão sobre a escala das remoções por terras indígenas e unidades de conservação, computadas como "antropogênicas". Por transparência e comparabilidade, o SEEG também sempre publica as emissões líquidas. Na plataforma do SEEG é possível baixar os dados de emissão do Brasil segundo esses mesmos parâmetros.
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