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Escrito por Neo Mondo | 13 de maio de 2019

Ainda de acordo com o CENAP, uma das razões para esta onça estar nessa localidade é a tentativa de estabelecimento de territórios. Ao contrário das fêmeas, que costumam se ancorar em territórios circunvizinhos às das mães, machos jovens necessitam buscar um território novo. No caso dos arredores do Jardim Botânico de Juiz de Fora, há fragmentos florestais com boa abundância de presas naturais deste animal, como a capivara.
Além do ICMBio, a captura envolveu outras instituições como a Universidade Federal de Juiz de Fora, a Universidade Federal de São João del Rey, a Polícia Ambiental e as Forças Armadas.
Sobre a onça-pintada
A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, integrando o seleto grupo dos grandes felinos rugidores, que ainda possui o tigre (Panthera tigris), leão (Panthera leo) e o leopardo (Panthera pardus).
A espécie se encontra ameaçada de extinção. No bioma Mata Atlântica, as onças estão criticamente ameaçadas de extinção, com estimativa de população girando em torno de 300 indivíduos. A principal ameaça à conservação da onça da Mata Atlântica é a fragmentação do território. Apenas 7% restou do que era o bioma original, restringindo ainda mais o habitat deste grande felino que necessita de grandes áreas para sobreviver e dificilmente divide o território com outro de sua espécie.
Como necessitam de mais deslocamento que suas parentes em outros biomas, como o Pantanal e a Amazônia, com frequência as onças dão de cara com humanos, seja em fazendas, seja em cidades. Elas viram alvo de caçadores, são vítimas de atropelamento, retaliação ou perseguidas pelo medo dos seres humanos.
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