Destaques Política Segurança Sustentabilidade

Os novos presidentes do Congresso e o risco de novas ‘boiadas’

Escrito por Neo Mondo | 3 de fevereiro de 2021

Compartilhe:

Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima. Foto: Márcia Alves/Observatório do Clima

POR - MAURÍCIO TUFFANI (DIRETO DA CIÊNCIA) / NEO MONDO

 
Apoio de Lira e Pacheco a Bolsonaro poderá gerar ‘votações de retrocessos em série’, diz secretário executivo do Observatório do Clima
  Na noite de segunda-feira (1º), mal haviam sido eleitos os novos presidentes Arthur Lira (PP-AL), da Câmara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do Senado, as perspectivas para o meio ambiente no Legislativo não eram nada animadoras para os ambientalistas. Um dos primeiros a se posicionar sobre esse novo cenário foi Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, uma rede formada em 2002, composta atualmente por 56 ONGs. Na avaliação dele: “Sozinho, o governo Bolsonaro já impõe prejuízos imensos ao meio ambiente e à luta contra as mudanças climáticas. Esperamos que os novos presidentes da Câmara e do Senado não resolvam se aliar ao Executivo em sua política de ‘passar a boiada’, ou veremos votações de retrocessos em série, estimulando ainda mais o desmatamento e o crime ambiental. Seria desastroso para o país e aprofundaria a crise de imagem do Brasil.” Em seu perfil no Twitter, Astrini detalhou a agenda antiambiental do presidente Jair Bolsonaro e da bancada ruralista, apontando os seguintes tópicos:
  • Extinção do ICMBio,
  • enfraquecimento do licenciamento ambiental PL 191, que libera mineração em terras indigenas,
  • CPI das ONGs e controle soc. civil,
  • liberação venda de terras p/ estrangeiros,
  • mutilação do código florestal,
  • estímulo a grilagem de terras,
  • leis facilitando caça de animais e criação (+ tráfico) de silvestres,
  • PL do ‘liberou geral’ para agrotóxicos,
  • CPI das ONGs e controle sociedade civil,
  • liberação venda de terras p/ estrangeiros,
  • mutilação do código florestal,
  • estímulo a grilagem de terras, leis facilitando caça de animais e criação (+ tráfico) de silvestres,
  • revisão (extinguir) Unidades de Conservação,
  • revisão de demarcações de terras indígenas, e
  • proibição da destruição de equipamentos usados pelo crime para prática do desmatamento e garimpo ilegal.
“Isso só pra começar”, acrescentou Astrini.
Foto - Divulgação
 

Compartilhe:


Artigos anteriores:

A onça-pintada que voltou às nuvens

Heineken e SOS Mata Atlântica reforçam parceria pela recuperação do Rio Pinheiros

INSIDER transforma borra de café em material alternativo ao couro


Artigos relacionados