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Escrito por Neo Mondo | 16 de maio de 2019
Apoio pela conservação
Essas reservas receberam, no início do processo de criação, a contribuição do Programa de Desmatamento Evitado (PDE). Executado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), há 15 anos, o PDE atua como “ponte” entre donos de propriedades com áreas de vegetação nativa de Floresta com Araucária e Campos Naturais e empresas interessadas em apoiar iniciativas de conservação. O Programa também é responsável por auxiliar na elaboração do plano de manejo e gestão dessas reservas, um dos principais critérios avaliados para o ranqueamento das reservas selecionadas pelo edital.
Segundo o coordenador do projeto, Marcelo Bosco, a atuação do PDE nessas propriedades foi um elemento essencial para que, agora, elas estejam recebendo o apoio. “Essas áreas são responsáveis pela manutenção dos serviços ecossistêmicos, como a regulação climática e o fornecimento de água limpa, essenciais para a qualidade de vida da população. A partir da criação da RPPN, o plano de manejo é de extrema importância, já que é necessário tê-lo aprovado para que os proprietários possam acessar o edital e receberem o recurso”, explica Bosco.
Além disso, outras duas reservas em Curitiba que receberam o recurso contaram com a atuação de mais um projeto executado pela SPVS: o Condomínio da Biodiversidade (ConBio). As Reservas Particulares de Patrimônio Natural Municipal (RPPNM) Bosque da Coruja, no bairro Pilarzinho e Airumã, em Santa Felicidade, receberam apoio do ConBio, que busca engajar a população na conservação de áreas naturais urbanas e periurbanas. Os técnicos da SPVS visitam propriedades particulares com vegetação nativa e orientam sobre boas práticas de manejo e criação de RPPN.
Terezinha Vareschi, proprietária da RPPNM Airumã, conta que a família sempre teve o desejo de preservar a floresta no imóvel de 36 mil metros quadrados. “A vontade sempre existiu, mas o processo para a criação de uma RPPNM é burocrático e por isso, a ajuda do ConBio foi muito importante para nós”, explica Terezinha. A proprietária também comemora o recurso estadual destinado ao Pagamento por Serviços Ambientais. “Esperamos que os incentivos sejam cada vez mais frequentes, expressivos, e que o setor público e privado compreenda que ao preservarmos áreas verdes em meio ao ambiente urbano, criamos cidades mais resilientes, ou seja, que são capazes de resistir, absorver e se recuperar de forma mais eficiente às mudanças climáticas”, afirma.
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