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Escrito por Neo Mondo | 27 de setembro de 2019
Sobre a Action4Climate
Iniciativa lançada pela Rede Brasil do Pacto Global para promover ações climáticas baseadas em metas definidas pela ciência. Elas envolvem 3 frentes: mitigação, ou redução dos efeitos da mudança do clima; meios de implementação, ou seja, formas de garantir o financiamento e execução das ações; e adaptação, que corresponde a projetos para ajudar as empresas a lidar com mudanças previstas ou em andamento. No contexto da Action4Climate, a Rede Brasil está envolvendo as empresas em uma campanha mundial do Pacto Global para limitar o aumento da temperatura global a 1.5º C acima de níveis pré-industriais e chegar ao objetivo de zero emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) antes de 2050. No Brasil, Malwee, Natura e Klabin assumiram compromisso público com as metas baseadas na ciência e definidas pelo Science Based Targets Initiative (SBTi), instituição independente que avalia a redução de emissões de gases das indústrias resultado de parceria entre CDP, Pacto Global, WRI e WWF. Outras 87 empresas em todo o mundo estão envolvidas. Para as empresas que ainda não se sentem confortáveis com a meta de 1.5º C, a Rede Brasil lançará durante a COP25, no Chile, um guia de implementação para a adaptação gradual ao tema e o compromisso de assumir a meta de 1.5º C em um futuro próximo. A Rede também está promovendo capacitações em precificação de carbono para gerar mais conhecimento sobre iniciativas de mitigação das mudanças do clima. Precificar carbono significa atribuir um preço às emissões de gases causadores do efeito estufa (GEE), cuja concentração elevada colabora para a mudança do clima. Apesar de contarmos com fatores que nos diferenciam dos demais países, como uma matriz energética mais limpa, a nossa média de emissão per capita está acima da mundial, 8,5 contra 7,5 toneladas por habitante no mundo. De acordo com dados do Banco Mundial, 57 ações de precificação de carbono já foram implementadas ou estão em fase de implementação ao redor do mundo. Em 2018, a receita decorrente da precificação chegou a US$ 66.6 bilhão, embora as iniciativas existentes cubram apenas 20% das emissões globais. No Brasil, o setor tem potencial para crescer nos próximos anos. De acordo com o FMI, a receita decorrente da precificação de carbono pode ser responsável por mais de 1% do PIB brasileiro em 2030.
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