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Rede de voluntários minimizou os impactos causados pelo vazamento de petróleo

Escrito por Neo Mondo | 11 de março de 2021

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Segundo episódio da série “Vidas sob o mar de petróleo” mostra como voluntários foram fundamentais na retirada do óleo em 2019 - Foto: © WWF-Brasil

POR - DOUGLAS SANTOS (WWF-BRASIL) / NEO MONDO

 
ONGs ajudaram com alimentação, distribuição de água e posto de saúde com ambulância
  Entre os meses de setembro e novembro de 2019, durante o maior desastre em extensão causado por vazamento de petróleo no Brasil, uma rede de voluntários foi fundamental para minimizar os impactos. Essa é a história do segundo vídeo do especial “Vidas Sob o Mar de Petróleo”, que você confere abaixo. No litoral de Pernambuco, na região de Maracaípe, um grupo de voluntários coordenados pelo Salve Maracaípe, realizava rondas durante toda a madrugada para monitorar a possível chegada de manchas na região. Daniel Galvão, coordenador do Salve Maracaípe, engenheiro de pesca e mestre em oceanografia conta que esse trabalho foi fundamental para mobilizar pessoas logo nas primeiras horas do dia. “Movimentamos grupos de voluntários na costa de Pernambuco em conexão com outras ONGs, comunidades, professores universitários e redes de pescadores para nos prepararmos. Depois que as primeiras manchas, bem pequenas, haviam chegado, ficamos 50 dias falando que uma onda maior poderia chegar”, afirma Galvão. Quando a segunda onda atingiu a costa de Pernambuco, com muito mais intensidade, houve a necessidade da criação de “vaquinhas” para comprar a estrutura necessária para articular os voluntários para chegarem às praias com o mínimo necessário. “É uma estrutura que precisava ter banheiro, local para lanche, local para os Equipamentos de Proteção, descanso e para limpeza”, comenta Sidney Marcelino Leite, gestor e ativista ambiental no Salve Maracaípe. A base articulada pelos voluntários em Cabo de Santo Agostinho, na praia de Itapoama, se manteve por nove dias. Só nessa praia estima-se que foram retiradas mais de 1.000 toneladas de petróleo. O modelo foi replicado em outras praias: “Naquela época, atuávamos junto ao governo estadual para montar os comitês de crise nas cidades e seguíamos a mancha de óleo ajudando as cidades a montar a estrutura e a isolar a área, evitando que pessoas sem os EPIs necessários entrassem”, afirma Galvão. Para assistir a todos os episódios da série “Vidas Sob o Mar de Petróleo”, acesse a 

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