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Revolução tecnológica traz mudanças para a agricultura

Escrito por Neo Mondo | 6 de outubro de 2017

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Lilian Alves - O SBIAgro 2017 reuniu especialistas para discutir IoT e inovação tecnológica, agricultura digital, e relações entre universidade e indústriaO SBIAgro 2017 reuniu especialistas para discutir IoT e inovação tecnológica, agricultura digital, e relações entre universidade e indústria - Foto Lilian Alves
As mudanças tecnológicas estão produzindo rupturas que têm profundo impacto em nossas vidas. Como a transformação digital vai afetar a agricultura? Esta discussão é tema do 11º Congresso Brasileiro de Agroinformática – SBIAgro 2017, realizado de 2 a 6 de outubro, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o foco em “Ciência de dados na era da agricultura digital”. Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, configura-se um novo paradigma de desenvolvimento que passa de uma economia linear para uma circular, na qual a reciclagem e o reúso dos recursos naturais ganham cada vez mais importância. Com a urbanização acelerada - estima-se que em 2030 de cada dez pessoas seis estarão nas cidades – será necessário que a agricultura seja cada vez mais sustentável. “O consumidor moderno é conectado, empoderado e impaciente”, disse Lopes. “Que tipo de expectativas e desejos esse consumidor terá?”, questionou o presidente da Embrapa, destacando uma nova forma de uso dos recursos naturais como uma alternativa urgente para a resiliência da agricultura. “Vamos ter que atuar cada vez mais nesse nexo água, energia e alimento”, afirmou. Para isso, será fundamental investir em uma agropecuária de baixa emissão de carbono e adotar mecanismos para a intensificação tecnológica focada na sustentabilidade. Neste sentido, a Embrapa vem conduzindo uma série de pesquisas para adaptação às mudanças climáticas, controle biológico, biofortificação de alimentos e produção de carne com zero emissão de carbono, entre outras. campo A Unidade Mista de Pesquisa em Genômica Aplicada a Mudanças Climáticas (Umip GenClima) é uma das iniciativas criadas pela Embrapa e a Unicamp para o desenvolvimento de plantas adaptadas a essa nova realidade. Lopes lembrou que os investimentos em pesquisa são fundamentais. Apenas a tecnologia de fixação de nitrogênio no solo é responsável por uma economia para o Brasil de R$ 20 bilhões ao ano. A abertura do SBIAgro 2017 contou com a presença de autoridades, como o pró-reitor de pesquisa da Unicamp, Munir Salomão Skaf, o assessor de gabinete da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Carlos Henrique de Barros, o secretário de desenvolvimento econômico, social e de turismo de Campinas, André von Zuben, o coordenador da Agência Paulista de Tecnologias dos Agronegócios (Apta), Orlando Melo de Castro, e o diretor da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri), Zigomar Menezes de Souza. Também estiveram na mesa de abertura o presidente da Embrapa e os pesquisadores da Embrapa Informática Agropecuária Silvia Masshurá, chefe-geral, Carlos Meira, presidente da Associação Brasileira de Agroinformática (SBIAgro) e chefe de Transferência de Tecnologia, e Luciana Alvim Santos Romani, presidente da comissão organizadora do congresso. Integração  - “Estamos passando por uma transformação fantástica de como fazer as coisas”, ressaltou Castro, enfatizando que é preciso potencializar todos os fatores de produção com a integração entre as instituições que geram o conhecimento e o setor privado. A tradição de Campinas em ciência e tecnologia foi destacada por André von Zuben. O secretário frisou o papel das instituições de pesquisa agrícola do município, como a Embrapa, a Unicamp, e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), entre outras, e o Agropolo Campinas Brasil. A busca por mais integração e compartilhamento do conhecimento foi abordada por Carlos Henrique de Barros. Ele contou que cerca de 50% das startups brasileiras estão ligadas ao agronegócio, lembrando a necessidade de se fortalecer essa interação. O pró-reitor de pesquisa da Unicamp falou sobre a parceria relevante que a Embrapa possui com o setor acadêmico e a importância da Empresa para a economia e o País, destacando o desenvolvimento de técnicas de manejo e de cultivares, pesquisas para controle de pragas e doenças, melhoramento genético e para adaptação às mudanças climáticas. ADUBO Silvia Masshurá explicou que a ciência de dados no contexto da agricultura digital é um tema extremamente relevante neste mundo contemporâneo e globalizado que remete todos à busca por uma economia mais sustentável e mais justa. “A Embrapa e seus parceiros têm um papel fundamental para seguir respondendo aos desafios no espaço rural. Nessa mudança de paradigma, em que a complexidade é a questão emergente, a Embrapa terá que responder às demandas da agropecuária brasileira e, simultaneamente, antecipar o futuro”, disse Silvia. De acordo com a chefe-geral, a construção de uma agenda de futuro para uma agricultura sustentável e intensificada demandará sistemas integrados, dinâmicos e complexos, baseados em ciência e tecnologia e remetendo à quarta revolução tecnológica. “A agricultura 4.0, mais conectada e baseada em conteúdo digital e tecnologia de ponta.” Carlos Meira aproveitou para fazer um breve histórico do congresso, cuja primeira edição foi realizada em 1997, em Belo Horizonte (MG), ressaltando o apoio da Embrapa à produção científica em agroinformática. O 11º Congresso Brasileiro de Agroinformática – SBIAgro 2017 reuniu especialistas brasileiros e internacionais para discutir internet das coisas (IoT) e inovação tecnológica, agricultura digital, relações entre universidade e indústria, além de oportunidades e desafios da área. A presidente do congresso, Luciana Romani, agradeceu a colaboração das instituições e das empresas que apoiam o evento. Além de painéis, palestras e sessões técnicas, a programação inclui rodada de relacionamento, concursos de teses e aplicativos, e minicursos. O SBIAgro2017 é uma promoção da Associação Brasileira de Agroinformática e da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). É organizado pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) e Instituto de Computação (IC) da Unicamp. Conta com patrocínio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Bayer, IBM Research Brasil, iT-Tech Solutions, Microsoft, Ocean, Samsung, Totvs, Agrosmart, Naandanjain e Venturus. São apoiadores a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Samsung Artik, Editora Unicamp, Geocrop, Inesc Brasil, InescTec, Inova Unicamp, Instituto Federal de São Paulo - Campus Campinas, InteliAgro, Prefeitura Municipal de Campinas, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Sociedade Brasileira de Computação (SBC), Associação de Especialistas Latinoamericanos em Sensoriamento Remoto (Selper), Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), Softex - Núcleo Campinas e TIC em Foco.
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